- STJ abriu investigação sigilosa contra o ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, por suspeitas de irregularidades no credenciamento do Banco Master para operar o Credcesta no estado.
- A apuração foi aberta a pedido da Procuradoria Geral da República e tramita sob sigilo no Superior Tribunal de Justiça.
- Mendes deixou o governo em 31 de março para concorrer a uma vaga no Senado em 2026; o então vice-governador Otaviano Pivetta assumiu o Executivo estadual.
- Em 5 de maio de 2023, Mendes assinou decreto que autorizou uma margem consignável de 10% para cartões de benefício; em 8 de maio o Banco Master pediu autorização e, no dia seguinte, o governo emitiu parecer favorável. A portaria de autorização foi publicada em 1º de junho de 2023, com validade até maio de 2028.
- O caso envolve críticas de sindicatos e investigações sobre o Credcesta em Mato Grosso, com Mendes negando irregularidades e afirmando que o Banco Master foi apenas mais uma instituição credenciada.
O Superior Tribunal de Justiça abriu uma investigação contra o ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), por suspeitas de irregularidades e favorecimento no credenciamento do Banco Master para operar o Credcesta no Estado. O processo tramita em segredo de Justiça, a pedido da Procuradoria-Geral da República.
A apuração envolve a criação de uma margem consignável de 10% para cartões de benefício de funcionários e pensionistas estaduais, assinada por Mendes em 5 de maio de 2023. Três dias depois, o Banco Master solicitou autorização para atuar no Credcesta, e o governo emitiu parecer favorável no dia seguinte. A autorização foi publicada em 1º de junho de 2023, com validade até maio de 2028.
O Credcesta é o programa de crédito consignado voltado a servidores estaduais. A investigação amplia o alcance do tema após a deflagração da 9ª fase da operação Compliance Zero, que atingiu o senador Jaques Wagner e gestores ligados ao banco. Em Mato Grosso, há questionamentos judiciais sobre a operação do consignado e dados da Seplag MT indicam indícios de irregularidades em contratos de cartão de crédito e benefício consignado.
O CASO
O ex-governador deixou o cargo em 31 de março para disputar uma vaga ao Senado nas eleições de 2026, dando lugar ao vice Otaviano Pivetta (Republicanos). O foco atual é o credenciamento do Banco Master para atuar no Credcesta no Estado.
CREDCESTA
A gestão do Credcesta é objeto de críticas de sindicatos que apontam problemas de superendividamento e contratos pouco claros. A Seplag MT informou, em decisão publicada em 14 de janeiro de 2026, indícios de irregularidades em contratos de cartões de crédito e benefício consignado, com revisão solicitada em grande parte das operações.
OUTRO LADO
A reportagem procurou a assessoria de Mauro Mendes para que se manifestasse sobre a investigação, sem retorno até o fechamento desta edição. Ao O Globo, Mendes negou irregularidades, afirmando que atos da gestão foram legais e que o Banco Master estava entre 24 instituições credenciadas no Estado.
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