- O Superior Tribunal de Justiça abriu investigação, a pedido da Procuradoria-Geral da República, para apurar suposto favorecimento do ex-governador Mauro Mendes ao Banco Master no credenciamento estadual do Credcesta, em 2023, em Mato Grosso.
- O processo tramita em segredo na corte, e o Credcesta é cartão consignado desenvolvido em parceria com o Banco Master, voltado a servidores públicos, aposentados e pensionistas.
- Em maio de 2023, um decreto criou margem consignável de 10% para cartões-benefício; poucos dias depois, o Master pediu credenciamento e, em 12 de maio, o governo estadual deu parecer favorável, abrindo caminho para o Credcesta operar no estado.
- Mauro Mendes contesta as acusações, dizendo que o decreto foi legal e que o Master era apenas mais uma das 24 instituições credenciadas; ele afirma que não houve prioridade ao banco citado.
- Mendes anunciou que deixará o cargo em 31 de março de 2026 para viabilizar pré-candidatura ao Senado; ele também criticou a divulgação da investigação e afirmou que houve perseguição política.
O Superior Tribunal de Justiça investiga suposto favorecimento do ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes ao Banco Master no credenciamento estadual do Credcesta, em 2023. A apuração, sigilosa, foi aberta a pedido da Procuradoria-Geral da República.
O Credcesta é um cartão consignado desenvolvido em parceria com o Banco Master, voltado a servidores públicos, aposentados e pensionistas. Em maio de 2023, um decreto elevou a margem consignável para cartões-benefício, com 10% estabelecido para o estado.
Segundo a investigação, o credenciamento do Master ocorreu rapidamente: três dias após o decreto, o banco solicitou o credenciamento; 24 horas depois o processo foi aberto no âmbito estadual; em 12 de maio houve parecer favorável após envio de documento complementar pelo banco.
Mauro Mendes renunciou ao governo em 31 de março de 2026 para viabilizar pré-candidatura ao Senado. Em nota, o ex-governador afirmou que o decreto foi criado com base em indicação aprovada na Assembleia Legislativa e que o Master foi apenas mais um banco credenciado, entre 24 instituições.
Mendes também contestou a divulgação da apuração, alegando perseguição política. A defesa afirmou que a norma seguia a legalidade e princípios da administração, e que o caso envolve muitos credenciados, com o Master entre eles.
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