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STM rejeita afastamento de ministro em caso de patente de Bolsonaro

STM rejeita afastamento de ministro e mantém processo que pode levar Bolsonaro à perda do posto e da patente de capitão reformado

Bolsonaro é capitão reformado do Exército e responde no STM a processo que pode levar à perda do posto e da patente
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  • O Superior Tribunal Militar rejeitou por unanimidade o recurso da defesa de Jair Bolsonaro para afastar o ministro Francisco Joseli Parente Camelo do caso que pode cassar a patente de capitão reformado.
  • A decisão confirmou o não conhecimento dos embargos de declaração apresentados pela defesa após a negativa de seguimento à exceção de suspeição contra Camelo.
  • A presidente do STM afirmou que não houve pré-julgamento e que a manifestação pública de Camelo foi genérica, tratando da punição de militares envolvidos nos atos de 8 de janeiro apenas após o devido processo legal.
  • O processo no STM não funciona como instância penal, mas para avaliar indignidade ou incompatibilidade com o oficialato quando há condenação superior a dois anos.
  • O caso tem relação com a condenação de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e envolve o Ministério Público Militar, que pediu a indignidade ou incompatibilidade com o oficialato.

O Superior Tribunal Militar (STM) rejeitou nesta quarta-feira, por unanimidade, recurso da defesa de Jair Bolsonaro para afastar o ministro Francisco Joseli Parente Camelo da representação que pode levar à perda do posto e da patente de capitão reformado do Exército.

A decisão manteve a análise do caso no STM, após Bolsonaro contestar decisão da presidente da corte, ministra Maria Elizabeth Rocha, que negou seguimento aos embargos de declaração apresentados pela defesa e rejeitou a exceção de suspeição contra Camelo.

A presidente do STM afirmou que não houve pré-julgamento e que a manifestação pública de Camelo foi genérica, tratando da possibilidade de punição a militares envolvidos nos atos de 8 de janeiro apenas após o devido processo legal, com contraditório e ampla defesa.

Ela destacou que a Justiça Militar da União não julga a ação penal sobre os atos de 8 de janeiro. Segundo Maria Elizabeth, a representação em curso não funciona como instância penal, mas como processo para avaliar indignidade ou incompatibilidade com o oficialato quando há condenação a pena superior a 2 anos.

Ao final, a presidente votou para conhecer e rejeitar o agravo interno, mantendo a decisão anterior. O resultado foi aprovado pela maioria dos ministros.

Histórico

Bolsonaro, capitão reformado, responde a uma representação que pode levar à perda do posto e da patente. O processo no STM teve origem após o STF condenar o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

O Ministério Público Militar pediu, em fevereiro, que Bolsonaro fosse declarado indigno ou incompatível com o oficialato. A ação foi distribuída ao ministro Carlos Vuyk de Aquino, indicado ao STM por outro ex-presidente. A revisora é uma ministra indicada pelo atual governo.

Em fevereiro, foi aberto prazo para que a defesa se manifestasse. Houve atraso devido a falha na notificação, o que levou o STM a abrir novo prazo para apresentação da defesa prévia. A defesa também tentou afastar Camelo do caso, o que foi rejeitado pela presidência do STM em março.

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