- O pré-candidato à reeleição ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reagiu às críticas de Haddad sobre a privatização da Sabesp e chamou o petista de precisar “estudar mais para não passar vergonha”.
- Tarcísio fez a declaração durante agenda em Santa Bárbara d’Oeste, interior de São Paulo, na quarta-feira (24/6).
- Em 2024, o controle majoritário da Sabesp foi privatizado, com a participação de Tarcísio na gestão reduzida de 50,3% para 18%, a Equatorial Detendo 15% e os 17% restantes distribuídos entre acionistas do mercado; 49,7% já circulavam na bolsa.
- Haddad havia dito que a Sabesp foi vendida “em mesa de amigos”; a divergência entre os dois candidatos voltou a ocorrer em evento da Veja, o fórum Rumos do Brasil.
- Tarcísio argumentou que a desestatização ampliou o alcance do saneamento e que o novo marco regulatório do setor pode exigir mudanças nas concessões, defendendo eficiência e compartilhamento de infraestrutura.
Tarcísio de Freitas, pré-candidato à reeleição ao governo de São Paulo, respondeu às críticas de Fernando Haddad sobre a privatização da Sabesp. O atrito ocorreu durante agenda em Santa Bárbara d’Oeste, interior paulista, nesta quarta-feira (24/6).
O chefe do Executivo estadual defendeu a privatização da companhia, afirmando que o modelo atual foi ampliado com participação privada. Segundo ele, a Sabesp passou por mudanças significativas em 2024, com redução do controle estatal.
A gestão de Tarcísio reduziu a participação do estado na Sabesp de 50,3% para 18%. A partir disso, a Equatorial Participações passou a deter 15% das ações, enquanto 17% ficaram com acionistas do mercado e a parcela restante já era negociada em bolsas.
Na semana anterior, Haddad havia reiterado críticas ao processo de privatização durante um debate, questionando a transparência e o critério de venda. O petista também acusou o governo de fechar acordos com interesses privilegiados.
Durante a inauguração de um Complexo de Saúde em um município, Tarcísio avaliou que a privatização gerou números que comprovam seus impactos no saneamento. Ele afirmou que o novo marco regulatório pode manter a Sabesp em funcionamento eficiente por meio da cooperação entre estruturas públicas e privadas.
O governador explicou ainda que o desfecho da desestatização poderia favorecer a ampliação de serviços de saneamento para áreas carentes. Segundo ele, a atuação integrada e a possibilidade de licitações futuras contribuem para ampliar o acesso à água e ao tratamento de esgoto.
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