- O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu apuração de emenda indicada pelo deputado Yury do Paredão para custear shows do cantor Jonas Esticado, do qual ele é sócio e empresário.
- O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado aponta indícios de conflito de interesses, violação aos princípios da administração pública e possível improbidade.
- A denúncia sustenta que as emendas favoreceram empresa da qual o parlamentar é sócio e cuja administração é feita pela própria mãe, caracterizando promiscuidade entre público e privado e violação à impessoalidade.
- Emendas foram destinadas a municípios que contrataram o mesmo artista, com shows custando trezentos mil reais cada um, pela empresa Jonas Esticado Gravações & Edições Musicais LTDA.
- O deputado nega ingerência, afirmou que as emendas atendem a regras públicas e que a execução é dos municípios; o Ministério do Turismo afirmou que as emendas são discricionárias à Comissão de Turismo.
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) pediu à Corte que apure a indicação de emendas parlamentares para custear shows do cantor Jonas Esticado, empresário do deputado Yury do Paredão (MDB-CE). O caso foi revelado pela coluna. O subprocurador Lucas Rocha Furtado aponta indícios de conflito de interesses e possível improbidade administrativa.
A peça aponta violação aos princípios da administração pública e destaca que as emendas beneficiaram a empresa do artista, cuja gestão é feita pela mãe do parlamentar. Também há alegação de promiscuidade entre recursos públicos e interesses privados, o que, segundo o MP, afronta a impessoalidade.
Emendas a shows
As emendas, indicadas pela Comissão de Turismo da Câmara, financiaram apresentações de Jonas Esticado nas cidades de Acopiara, Altaneira, Aurora, Mombaça e Farias Brito, no Ceará. Cada show teve cachê de R$ 300 mil e a empresa responsável é Jonas Esticado Gravações & Edições Musicais LTDA, com sócios o cantor e Yury do Paredão.
Posicionamento do deputado
Yury do Paredão afirmou que as emendas destinam recursos a entes públicos conforme as regras, sem contratação de artistas ou empresas por ele. O gabinete enfatizou que cabe às prefeituras a escolha de atrações e a execução dos convênios, sem ingerência do parlamentar.
Comentários oficiais
O Ministério do Turismo informou apenas que as emendas são discricionárias da Comissão de Turismo, cabendo ao ministério cumprir as regras vigentes. O MPTCU pediu diligências para checar licitações, inexigibilidade e a compatibilidade de preços com o mercado.
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