- Suprema Corte dos Estados Unidos bloqueou milhares de ações contra a Bayer/Monsanto, ao entender que não é possível processar por falha em avisar sobre câncer em Roundup.
- Em decisão de sete votos a dois, os justiças determinaram que usuários podem não mover ações com base em leis estaduais de produtos perigosos quando há proteção federal.
- A Agência de Proteção Ambiental não concluiu que o Roundup apresente risco de câncer nem exige rótulo informando esse risco.
- A Bayer enfrenta potencial responsabilidade de bilhões de dólares e, mesmo sem usar glifosato em produtos residenciais, pode deixar de vendê-lo a agricultores nos EUA.
- O caso ocorre durante negociações de acordo de ações coletivas e enquanto a empresa busca proteção legal contra futuras demandas.
O Supremo Tribunal dos EUA bloqueou milhares de ações judiciais contra a Bayer, ligada ao herbicida Roundup, alegando que não há base para processar a empresa por não avisar sobre suposto risco de câncer. A decisão foi anunciada em 25 de junho e afeta casos envolvendo uso residencial e comercial do produto.
A decisão, em 7 a 2, afirma que as leis estaduais sobre produtos perigosos não se sobrepõem às proteções federais quando a EPA ainda não reconheceu risco de câncer. Assim, usuários que desenvolveram câncer não podem mover ações com esse argumento.
A Bayer herdou Roundup ao comprar a Monsanto em 2018 e enfrenta milhares de ações com pedidos multimilionários. A empresa já interrompeu o uso de glifosato em produtos residenciais, mas pode abandonar vendas a agricultores se o número de ações continuar alto.
Implicações legais
Funcionários da EPA não consideraram obrigatória a inclusão de um rótulo de alerta de câncer para o Roundup, segundo a decisão. Autoridades afirmam que a agência não reconheceu risco suficiente para exigir advertência.
Defensores da saúde pública dizem que litígios são necessários para pressionar regulações. Eles argumentam que a EPA precisa revisar com mais rigor a segurança do glifosato, ingrediente-chave do herbicida.
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