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Disputa por fundo eleitoral aprofunda crise interna no PSOL

Disputa pelo fundo eleitoral aprofunda crise interna no PSol, com Erika Hilton acusando descumprimento de acordos e a cláusula de barreira

Bandeira do PSol
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  • A divisão de recursos do fundo eleitoral para candidaturas ao Congresso elevou a crise interna no PSol após Erika Hilton criticar a proposta de distribuição do comando nacional.
  • A proposta envolve 131,5 milhões de verba pública para 2026, com o objetivo de superar a cláusula de barreira; Erika afirma que acordos foram descumpridos e que aliados dela seriam inviabilizados.
  • A cláusula de barreira, que vem ficando mais rígida desde 2018, exige, em 2026, 2,5% dos votos válidos em nove estados ou a eleição de pelo menos treze deputados federais em nove estados.
  • Pelas regras propostas, Erika Hilton receberia cerca de 2,3 milhões; demais deputados na disputa teriam contratos próximos de 2,2 milhões; há um grupo de candidaturas consideradas prioritárias com 2 milhões cada, incluindo Natália Boulos, Renato Roseno, Guilherme Cortez e Juliano Medeiros. Manuela d’Ávila poderia receber cerca de 5 milhões.
  • Parlamentares do PSol veem possível manobra política por trás das críticas, enquanto a direção afirma que a distribuição está alinhada aos objetivos eleitorais do partido; a reunião para deliberar a proposta estava prevista para julho, mas há sinal de incerteza quanto ao formato de votação.

A disputa pela divisão dos recursos do fundo eleitoral para o Congresso aprofundou a crise interna no PSol. A divergência ganhou contornos após Erika Hilton criticar a proposta do comando nacional para distribuir os R$ 131,5 milhões previstos para 2026. A deputada afirma que as regras imminentes prejudicam aliados e favorecem correntes específicas.

Dirigentes da sigla classificam o episódio como uma exposição de antigas disputas sobre o rumo do partido. O conflito é parte de um racha que se acentuou desde março, quando o grupo liderado por Erika e Guilherme Boulos foi derrotado em uma tentativa de federação com o PT.

Erika Hilton disse ao Metrópoles que a direção descumpre acordos e praticamente inviabiliza candidaturas de aliados. A parlamentar comparou os montantes destinados a ela com os valores destinados a nomes com menos tempo de casa ou menor potencial eleitoral.

Proposta de partilha

Alega-se que a proposta de distribuição reserva a Erika Hilton a maior fatia entre as candidaturas proporcionais, com cerca de R$ 2,3 milhões, e que outros deputados reeleitos receberiam pouco mais de R$ 2,2 milhões cada. Candidatos prioritários teriam direito a cerca de R$ 2 milhões cada.

Entre os nomes priorizados pela direção estão Fábio Felix, Renato Roseno, Guilherme Cortez, Natália Boulos e Juliano Medeiros. A justificativa é que Natália e Juliano disputam espaços antes ocupados por lideranças que não concorrerão em 2026.

Manuela d’Ávila, recém-filiada ao PSol, é apontada para receber cerca de R$ 5 milhões, segundo a proposta em circulação. Os tetos de gastos são definidos pelo TSE, que tem até 20 de julho para oficializar os valores oficiais.

Repercussões internas

Nos bastidores, integrantes de correntes adversárias veem a disputa como manobra para justificar eventual saída do PSol sem perder mandatos por infidelidade. A legislação permite mudança de partido em situações específicas, sem perda de mandato.

Dirigentes do PSol dizem que a divisão dos recursos segue critérios históricos da legenda. A executiva afirma que o modelo busca ampliar a representação da sigla e derrotar a extrema-direita nas eleições de outubro.

A direção nacional sustenta que Erika Hilton está entre as candidaturas que mais receberão recursos do fundo e que o modelo será discutido internamente. A depender dos desdobramentos, a sigla poderá manter ou ajustar a estratégia de alianças para 2026.

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