- A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público deflagraram a Operação Última Parada, com ações em cidades de São Paulo e em Extrema, no sul de Minas Gerais.
- Ao todo, são 103 mandados de busca e apreensão e três pessoas presas, incluindo um vereador da capital e suspeitos ligados a uma facção criminosa.
- A investigação aponta que a empresa de ônibus foi usada para ocultar e movimentar recursos de atividades criminosas, com um núcleo estratégico interno da empresa.
- O capital social da concessionária teria passado de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem comprovação clara da origem dos recursos.
- Foram bloqueados cerca de R$ 194 milhões em contas, 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações; também houve afastamento dos diretores e possível intervenção da prefeitura para manter o serviço.
Uma força-tarefa da Polícia Civil de São Paulo, em conjunto com o Ministério Público, deflagrou na quinta-feira, 25, a Operação Última Parada. A ação mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma empresa de ônibus na capital paulista. Ocorre em SP e Extrema, no sul de Minas Gerais.
A operação cumpre 103 mandados de busca e apreensão, emitidos pela Justiça. Três pessoas foram presas, entre elas um vereador de São Paulo e suspeitos ligados a uma facção criminosa. As diligências seguem para apurar o fluxo financeiro da empresa.
As apurações começaram após o assassinato do tesoureiro da concessionária em 2020. Investigações apontam para um núcleo paralelo na gestão da empresa, responsável pela movimentação de recursos para integrantes da organização criminosa.
Segundo o Ministério Público, o capital social da companhia teria passado de pouco mais de 100 mil reais para mais de 50 milhões, sem comprovação da origem dos recursos. A variação ocorre em meio a indícios de atividades ilícitas.
As autoridades indicam ligações entre o fluxo financeiro e operações anteriores de combate a crimes organizados, incluindo casos de lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas. Os inquéritos seguem em andamento.
Como medida cautelar, foram bloqueados e sequestrados cerca de 194 milhões de reais em contas ligadas aos investigados e à empresa. Também houve o afastamento de diretores da concessionária e a possibilidade de intervenção municipal para manter o serviço.
A Justiça autorizou ainda medidas administrativas que podem afetar a continuidade do transporte aos usuários. Os investigadores dizem que a empresa recebeu mais de 300 milhões de reais pela operação em 2025, no âmbito do serviço prestado.
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