- O Thrive Act cria um programa piloto para oferecer aconselhamento e recursos de saúde mental a pessoas com até 25 anos afetadas por violência com armas, independentemente do status migratório.
- O programa seria financiado com verbas estaduais e implementado nos condados de Los Angeles, San Bernardino, Solano e Alameda, regiões com altas taxas de mortes por armas.
- a medida surge após o tiroteio em Stockton e busca preencher a lacuna de atendimento de saúde mental entre jovens sobreviventes e testemunhas.
- A iniciativa parte da constatação de que cerca de três em cada cinco crianças nos Estados Unidos não recebem serviços de saúde mental após ferimentos por arma de fogo.
- O principal desafio é conseguir os recursos financeiros necessários, estimados em milhões de dólares, para viabilizar o piloto, segundo apoiadores e legisladores.
Marvin Pérez, imigrante guatemalteco, foi vítima de tiros em Oakland, Califórnia. Aos 23 anos, levou vários disparos enquanto caminhava para casa. O ferimento deixou uma bala alojada na perna e um intenso sofrimento emocional.
Apesar da recuperação física dificultosa, o impacto psicológico foi ainda mais intenso. Pérez passou a sofrer de pesadelos e ansiedade, sem encontrar facilidade para falar sobre o trauma com alguém de confiança.
Ao buscar ajuda, Pérez recebeu suporte da Youth Alive, ONG local que trabalha com intervenção em violência armada. O acompanhamento foi um marco que o ajudou a lidar com as lembranças do ocorrido.
Thrive Act: acesso a saúde mental para jovens atingidos pela violência
A Thrive Act propõe criar um programa piloto para jovens com até 25 anos, independentemente do status migratório, que foram baleados, perderam familiares ou testemunharam tiroteios. O objetivo é oferecer aconselhamento e outros recursos de saúde mental.
Segundo apoiadores, a medida preencheria uma lacuna de cuidado, já que muitos sobreviventes jovens não recebem atendimento psicológico após um trauma com arma. Dados nacionais indicam que cerca de três em cada cinco crianças não acessam serviços adequados.
O projeto foi impulsionado após o tiroteio em Stockton, no ano passado, e contou com o apoio da Californians for Safety and Justice. A ideia ganhou força entre líderes locais, incluindo a assembleísta Sade Elhawary, coautora da proposta.
Entre os counties-alvo estão Los Angeles, San Bernardino, Solano e Alameda, regiões com elevados índices de violência armada. O texto do projeto prevê uso de recursos estaduais para implementação de serviços de saúde mental nesses locais.
Executivos comunitários ressaltam que o tratamento contínuo pode reduzir ciclos de violência. Especialistas destacam que traumas podem provocar PTSD, ansiedade e dificuldades de regulação emocional, persistentes por anos.
Desafios de implementação envolvem a necessidade de financiamento estável e a criação de caminhos acessíveis para jovens de baixa renda, com barreiras de stigma e desconfiança de serviços de saúde mental.
Pelo lado de Pérez, a assistência recebida ajudou na retomada de atividades como jogar futebol ao ar livre. Ele apoia medidas que ampliem o acesso a serviços de saúde mental para sobreviventes de violência arms, mantendo o foco na recuperação.
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