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Mendes enfrenta Mendonça no STF; relator vê tentativa de descredibilizar caso

Gilmar Mendes aponta rivalidade com Mendonça no STF; relator do Master vê tentativa de descredibilizar investigação sobre Vorcaro

Ministro André Mendonça em sessão da Segunda Turma do STF
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  • Gilmar Mendes passou a encarar André Mendonça como seu novo rival no STF, por causa da condução do inquérito do Banco Master.
  • Mendonça disse que as críticas do decano são uma tentativa de descredibilizar as investigações sobre fraudes financeiras e prevê novos embates na Segunda Turma.
  • Na polarização do STF, Gilmar Tem apoio de Dino, Moraes e Zanin, enquanto Mendonça é apoiado por Fux, Kassio Nunes Marques, Carmen Lúcia e Fachin; Dias Toffoli fica no centro.
  • Em 16 de junho, Gilmar afirmou que delações premiadas não podem ocorrer sob pressão e acusou Mendonça de interferir nas negociações com Vorcaro; acordos foram rejeitados pela PF e pela PGR.
  • Mendonça rebateu que o caso não envolve Lava Jato, mas a maior fraude financeira da história; disse que não aceita prisões para forçar delação.

Gilmar Mendes abriu novo capítulo de atrito no STF ao mirar André Mendonça como seu novo antagonista no caso do Master, após meses de atritos com Edson Fachin. A gestão do inquérito envolvendo Vorcaro é o principal foco do embate público entre as duas autoridades.

A tensão ganhou contornos de disputa interna na Segunda Turma do STF, com Mendes apoiando posições críticas à condução do inquérito. Mendonça, por sua vez, vê as críticas como tentativa de descredibilizar as investigações sobre as fraudes financeiras associadas ao caso.

Segundo relatos, o decano puxou o tema durante debates internos após notícias de que Mendonça teria recusado homologar acordo de delação que envolvesse favorecimentos a determinadas autoridades. O contexto envolve decisões da Polícia Federal e da PGR sobre as tratativas com Vorcaro.

O que aconteceu e quem está envolvido

Durante a sessão de 16 de junho, Mendes afirmou que delações premiadas não podem ser obtidas sob pressão e sugeriu interferência indevida de Mendonça nas negociações com Vorcaro. A defesa do relator do Master sinaliza divergências sobre os objetivos da delação.

Mendonça respondeu que o processo em julgamento não se relaciona com a Lava Jato, mas sim com a maior fraude financeira já identificada no país. O ministro destacou que a prática de forçar prisões para obter delação seria absurda e indevida.

Contexto e desdobramentos

A correlação de forças no STF mostra alianças distintas: Mendes é visto alinhado a Dino, Moraes e Zanin, enquanto Mendonça recebe apoio de Fux, Kassio Nunes Marques e Cármen Lúcia. Toffoli transita entre os dois grupos, mantendo posição intermediária.

A controvérsia renova o debate sobre métodos de persecução penal no Brasil. Mendes já havia criticado, em entrevista à Folha, o que classificou como autoritarismo penal-judicial, em referência a práticas de prisões preventivas usadas para forçar acordos.

Panorama atual

A transferênica de Vorcaro do Presídio Federal de Brasília para a superintendência da PF foi interpretada como sinal de avanço de tratativas de delação, embora as propostas tenham sido negadas. O caso segue sob avaliação de Mendonça, com expectativa de novos desdobramentos na Segunda Turma.

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