- Polícia Civil e Ministério Público deflagraram a operação Última Parada para combater lavagem de dinheiro do PCC no transporte público, com cinco prisões temporárias e 103 mandados de busca.
- Entre os detidos está o vereador da capital Senival Moura (PT) e o presidente da Transunião Transportes S.A.; investigadores apontam organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações.
- A diretoria da Transunião foi afastada, a SPTrans foi notificada e a Prefeitura de São Paulo será responsável por medidas administrativas para manter o serviço.
- Os mandados são cumpridos em São Paulo, região metropolitana e Extrema (MG); alvo principal é um núcleo dentro da Transunião que gerenciava grandes valores para o PCC.
- A investigação aponta que a empresa subiu o capital social de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, facilitando licitações e o desvio de recursos; houve sequestro de bens e valores.
- Bens bloqueados incluem R$ 194 milhões em contas, 117 veículos, 21 imóveis e 3 embarcações; o esquema tem ligações com outras operações e organizações criminosas.
A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público deflagraram, na manhã desta quinta-feira, a Operação Última Parada para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC no transporte público. A ação cumpre mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.
Ao todo são cinco prisões temporárias e 103 buscas em SP, na região metropolitana e em Extrema (MG). A operação envolve o Deic e o Gaeco, com objetivo de desmantelar a estrutura criminosa dentro da empresa Transunião Transportes S.A.
Entre os presos está o vereador Senival Moura (PT), apontado como controlador da Transunião, e o presidente da empresa. Investigados respondem por organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações públicas.
Alvos da ação
Foram presos: Senival Moura; Lourival Monário, atual presidente; Jair Ramos de Freitas, diretor; Leonel Moreira Martins, supervisor; Devanil de Souza Nascimento, motorista de confiança. Também há mandados contra outros diretores da Transunião.
O Ministério Público aponta que houve uma estrutura paralela na empresa, com decisões operacionais que autorizavam grandes transferências para integrantes do PCC. A mudança societária da Transunião teria ocorrido de forma irregular, elevando o capital social.
Como funcionava o esquema
A investigação indica que o núcleo interno definia operações e repassava recursos ilícitos a criminosos. A empresa, segundo o MP, participou de licitações da Prefeitura de São Paulo após esse levantado de capital fraudulento.
A Justiça decretou o sequestro de ativos ligados aos investigados: cerca de R$ 194 milhões em contas, 117 veículos, 21 imóveis e 3 embarcações. O objetivo é evitar desvios enquanto avançam as investigações.
Conexões e desdobramentos
A investigação aponta vínculos com outras operações, incluindo a Carbono Oculto e a Operação Mafiusi, da PF no Paraná. As apurações reforçam o combate a infiltração de facções em contratos públicos da capital paulista.
A SPTrans foi notificada para medidas administrativas, e a Prefeitura de São Paulo precisa manter o serviço de transporte ativo. A Justiça determinou providências para assegurar a continuidade das linhas.
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