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Operação mira empresa de ônibus e vereador por lavagem de dinheiro ao PCC

Operação prende vereador e executivos de empresa de ônibus em SP por lavagem de dinheiro do PCC; Justiça bloqueia bens e afasta diretoria

Ônibus da Transunião; foto de 2022 — Foto: Abraão Cruz/TV Globo
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  • Polícia Civil e Ministério Público deflagraram a operação Última Parada para combater lavagem de dinheiro do PCC no transporte público, com cinco prisões temporárias e 103 mandados de busca.
  • Entre os detidos está o vereador da capital Senival Moura (PT) e o presidente da Transunião Transportes S.A.; investigadores apontam organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações.
  • A diretoria da Transunião foi afastada, a SPTrans foi notificada e a Prefeitura de São Paulo será responsável por medidas administrativas para manter o serviço.
  • Os mandados são cumpridos em São Paulo, região metropolitana e Extrema (MG); alvo principal é um núcleo dentro da Transunião que gerenciava grandes valores para o PCC.
  • A investigação aponta que a empresa subiu o capital social de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, facilitando licitações e o desvio de recursos; houve sequestro de bens e valores.
  • Bens bloqueados incluem R$ 194 milhões em contas, 117 veículos, 21 imóveis e 3 embarcações; o esquema tem ligações com outras operações e organizações criminosas.

A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público deflagraram, na manhã desta quinta-feira, a Operação Última Parada para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC no transporte público. A ação cumpre mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.

Ao todo são cinco prisões temporárias e 103 buscas em SP, na região metropolitana e em Extrema (MG). A operação envolve o Deic e o Gaeco, com objetivo de desmantelar a estrutura criminosa dentro da empresa Transunião Transportes S.A.

Entre os presos está o vereador Senival Moura (PT), apontado como controlador da Transunião, e o presidente da empresa. Investigados respondem por organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações públicas.

Alvos da ação

Foram presos: Senival Moura; Lourival Monário, atual presidente; Jair Ramos de Freitas, diretor; Leonel Moreira Martins, supervisor; Devanil de Souza Nascimento, motorista de confiança. Também há mandados contra outros diretores da Transunião.

O Ministério Público aponta que houve uma estrutura paralela na empresa, com decisões operacionais que autorizavam grandes transferências para integrantes do PCC. A mudança societária da Transunião teria ocorrido de forma irregular, elevando o capital social.

Como funcionava o esquema

A investigação indica que o núcleo interno definia operações e repassava recursos ilícitos a criminosos. A empresa, segundo o MP, participou de licitações da Prefeitura de São Paulo após esse levantado de capital fraudulento.

A Justiça decretou o sequestro de ativos ligados aos investigados: cerca de R$ 194 milhões em contas, 117 veículos, 21 imóveis e 3 embarcações. O objetivo é evitar desvios enquanto avançam as investigações.

Conexões e desdobramentos

A investigação aponta vínculos com outras operações, incluindo a Carbono Oculto e a Operação Mafiusi, da PF no Paraná. As apurações reforçam o combate a infiltração de facções em contratos públicos da capital paulista.

A SPTrans foi notificada para medidas administrativas, e a Prefeitura de São Paulo precisa manter o serviço de transporte ativo. A Justiça determinou providências para assegurar a continuidade das linhas.

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