- A Polícia Federal deflagrou a Operação Afluente para apurar desvio de recursos públicos via emendas parlamentares no Distrito Federal, envolvendo setores público e privado.
- São cumpridos dezoito mandados de busca e apreensão pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal, Goiás e Maranhão; foram apreendidos maços de dinheiro e um helicóptero.
- A investigação indica que os valores eram operacionalizados pela Codevasf e repassados para a contratação de empresas ligadas ao esquema.
- Um dos alvos é o deputado Josimar Maranhãozinho, que teve o endereço no Distrito Federal vasculhado; ele é apontado como sócio de uma das empresas investigadas.
- O caso está ligado ao orçamento secreto, mecanismo extinto em dezembro de dois mil e vinte e dois por inconstitucionalidade e falta de transparência.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a Operação Afluente, que investiga uma suposta organização criminosa envolvendo setores público e privado, responsável por desvio de recursos públicos ligados a emendas parlamentares no Distrito Federal. A ação também apura lavagem de dinheiro associada a esses repasses.
Ao todo, são 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, cumpridos no DF e nos estados de Goiás e Maranhão. Até o momento, foram apreendidos maços de dinheiro e um helicóptero; o valor total ainda não foi confirmado, nem as equipes indicaram os endereços específicos das apreensões.
Conforme apurado, os valores teriam sido operacionalizados pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e, em seguida, repassados para contratar empresas vinculadas ao esquema. Um dos alvos é o deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA), cujo endereço foi vasculhado pelos agentes.
Josimar Maranhãozinho já responde a condenação do STF em processo relacionado a desvios de emendas parlamentares no Maranhão. Na denúncia, há menção de propina de R$ 1,6 milhão e de encaminhamento de R$ 6,7 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar, alvo de obras vinculadas às emendas. O caso dialoga com o modelo do orçamento secreto, extinto em 2022 pelo STF pela falta de transparência.
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