- A Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em endereços do deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA), autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
- A operação, chamada Afluente, mira empresas contratadas para obras com emendas de relator; Maranhãozinho era sócio de uma dessas empresas.
- Em março, a Primeira Turma do STF condenou três deputados do PL por corrupção passiva em desvios de emendas parlamentares, incluindo Maranhãozinho.
- A PF busca aprofundar investigações sobre possível organização criminosa envolvida em corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro, com o papel de Codevasf no esquema.
- A defesa do parlamentar não se manifestou até o momento.
A Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (25) em endereços ligados ao deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA). A operação, chamada Afluente, foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF.
Os alvos são empresas contratadas para obras financiadas com emendas de relator. Segundo a PF, o objetivo é aprofundar investigações sobre possível atuação de organização criminosa ligada à corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
Maranhãozinho já havia sido condenado em março pela Primeira Turma do STF por desvios na destinação de emendas parlamentares. A defesa do deputado ainda não se manifestou até o momento de encaminhamento da matéria.
Detalhes da operação
A PF afirma que os indícios apontam para uma estrutura entre agentes públicos e privados, com suposto desvio de recursos oriundos das emendas. Os valores teriam sido operacionalizados por meio da Codevasf e depois direcionados a empresas ligadas ao grupo investigado.
As buscas ocorreram no Distrito Federal, em Goiás e no Maranhão. A investigação foca a relação entre atos administrativos, contratos e repasse de recursos públicos vinculados a emendas. A operação continua em andamento.
Contexto e desdobramentos
A investigação busca confirmar se há continuidade de irregularidades envolvendo emendas parlamentares, com possível deslocamento de recursos para terceiros. A PF não informou estimativas de valores ou fases adicionais da operação.
A defesa de Josimar Maranhãozinho foi contatada pela reportagem por mensagem às 8h, mas ainda não houve manifestação. O STF não comentou o andamento das apurações.
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