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Sindicato do BC pagou R$ 300 mil a Luana Piovani por conteúdo contra PEC, diz jornal

Sinal-DF pagou R$ 300 mil a Luana Piovani por vídeo contra a PEC da autonomia do Banco Central; campanha contrária já soma oito centenas de milhares de reais

Atriz e influenciadora, Luana Piovani. Foto: reprodução/Instagram
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  • Sindicato que representa servidores do Banco Central pagou R$ 300 mil à atriz Luana Piovani para gravar vídeo contra a PEC que amplia a autonomia da instituição.
  • Pagamento foi autorizado pela direção do conselho regional do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal-DF).
  • Ata de reunião de 9 de junho registra a contratação, com Piovani publicando o vídeo no Instagram no mesmo dia.
  • Outros trechos da ata indicam reunião prévia sobre a contratação e o valor, com a sugestão de usar a imagem de Piovani por sua atuação pública em temas sociais.
  • Gastos totais com campanhas contrárias à PEC já somam R$ 800 mil, conforme documentos a que o jornal teve acesso.

O sindicato que representa servidores do Banco Central contratou Luana Piovani por R$ 300 mil para gravar um vídeo contra a Proposta de Emenda à Constituição que amplia a autonomia do Banco Central. A operação foi mencionada em reportagem da Folha de S.Paulo. O pagamento foi autorizado pela direção do Sinal-DF.

A reunião que aprovou o contrato ocorreu em 9 de junho, dia em que a atriz publicou o vídeo em suas redes. A ata aponta que Edna Velho, presidenta do Sinal-DF, destacou a necessidade de uma atuação mais firme nas redes para alertar sobre os riscos da PEC, diante do avanço da proposta no Senado.

Segundo o jornal, houve reunião prévia entre as partes para discutir a contratação e o valor. Além disso, outras atas indicam recursos destinados a campanhas contra a PEC, com gastos que já chegam a R$ 800 mil.

Entenda a PEC

A proposta, aprovada pela CCJ do Senado em 10 de junho, altera a classificação legal do Banco Central, transformando-o em uma entidade pública de natureza especial com autonomia orçamentária, financeira e administrativa. O texto prevê organização como empresa pública com poder de polícia e supervisão do Congresso.

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