- O vereador Senival Moura, do PT, foi preso na operação do Gaeco e da Polícia Civil que investiga lavagem de dinheiro para o PCC.
- A investigação envolve a empresa Transunião, que presta serviços de transporte coletivo na zona leste de São Paulo; o presidente Lourival Monário também foi detido.
- A Justiça determinou o bloqueio de 194 milhões de reais e o afastamento dos diretores da Transunião.
- Segundo o Ministério Público, o caso começou após o assassinato do então presidente da Transunião em 2020, com o aumento do capital social da empresa de 100 mil para mais de 50 milhões de reais.
- A Transunião recebeu 300 milhões de reais da Prefeitura de São Paulo no último ano; a operação lembra a Fim da Linha, de 2024, que mirou lavagem de dinheiro do PCC por meio de outras empresas de ônibus.
O vereador de São Paulo Senival Moura (PT) foi preso nesta quinta-feira, 25, em operação coordenada pelo Gaeco e pela Polícia Civil. A ação investiga lavagem de dinheiro ligada à facção PCC por meio da empresa de transporte urbano Transunião. Lourival Monário, presidente da empresa, também foi detido.
Segundo as autoridades, além das prisões, foi determinado o bloqueio de 194 milhões de reais ligados aos investigados e à Transunião. Também houve afastamento dos diretores da empresa, que opera ônibus na zona leste da cidade.
A investigação teve início após o assassinato do antigo presidente da Transunião em 2020 e o subsequente salto do capital social da empresa, que passou de 100 mil reais para mais de 50 milhões, sem justificativa apresentada. A Transunião recebeu 300 milhões de reais da Prefeitura de São Paulo no ano anterior.
Contexto
A operação guarda similarities com a chamada Fim da Linha, realizada em 2024, que mirou esquemas de lavagem envolvendo outras empresas de ônibus, Upbus e Transwolff, no âmbito do PCC.
Desdobramentos
A apuração busca esclarecer se recursos públicos destinados ao transporte municipal foram usados para financiamento da facção criminosa, por meio de repasses imobiliários e operações financeiras atípicas realizadas pela Transunião. A reportagem aguarda posicionamento da Prefeitura de São Paulo e da defesa de Senival Moura.
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