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Vereador do PT é preso em operação que investiga ligação PCC com ônibus em SP

MP-SP aponta uso da Transunião para lavagem de dinheiro do PCC; Senival Moura é preso e Justiça bloqueia R$ 194 milhões, veículos e imóveis

Vereador Senival Moura (PT), de São Paulo — Foto: André Bueno/Rede Câmara SP
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  • A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram a operação Última Parada para apurar lavagem de dinheiro de uma facção; o vereador Senival Moura (PT) foi preso em decorrência das investigações.
  • A Transunião, concessionária de ônibus, seria utilizada pelo PCC para fins ilícitos; a apuração aponta que a relação entre a empresa e a facção é antiga e integrada ao esquema.
  • Segundo o MP, em 2025 a Transunião recebeu pelo menos R$ 300 milhões do sistema de transportes da capital.
  • A Justiça determinou sequestro e bloqueio de R$ 194 milhões de contas ligadas aos investigados e à empresa, além de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações; diretores da Transunião foram afastados.
  • A prefeitura foi avisada para adotar providências administrativas, enquanto a Transunião continua prestando serviço; Senival Moura está em seu sexto mandato.

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo cumpriram mandados de prisão, busca e apreensão em uma operação que mira lavagem de dinheiro ligada a uma facção criminosa. Entre os detidos está o vereador Senival Moura, do PT, em atuação na cidade de São Paulo.

A investigação aponta a empresa Transunião como suposto veículo para o laundering do PCC. O caso remonta a 2020, após a morte do então presidente da concessionária, Adauto Soares Jorge. Em 2025, o MP afirma que a empresa recebeu pelo menos 300 milhões de reais do sistema de transportes da capital.

A Justiça decretou o sequestro de 194 milhões de reais das contas, 117 veículos, 21 imóveis e 3 embarcações ligados aos investigados. Também houve afastamento dos diretores da Transunião e comunicação à Prefeitura para medidas administrativas cabíveis.

Segundo o MP-SP, Moura integrava o quadro da Transunião. Os demais pedidos de prisão temporária atingem membros da direção da empresa e pessoas apontadas como integrantes do PCC. A assessoria de Moura ainda não se pronunciou.

A prefeitura de São Paulo afirmou aguardar notificação judicial para tomar providências. A SMT e a SPTrans informam que a empresa investigada continua prestando serviço à população.

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