- Pré-estreia do documentário 963 Dias, sobre a presidência de Michel Temer, ocorreu no Cinépolis do Shopping JK Iguatemi, em São Paulo.
- Ao fim da sessão, gritos de “Volta Temer” mobilizaram a plateia, formada por figuras do MDB e aliados.
- O ministro Alexandre de Moraes participou da exibição ao lado de Temer.
- Temer afirmou não ter pretensão de retornar à Presidência e disse ter feito o filme para colaborar com candidatos e mostrar a “verdade dos fatos”.
- O filme deve estrear em setembro em dez capitais; aliados defendem a candidatura de Temer, embora alguns convidados não tenham ido à pré-estreia, como Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes.
O documentário 963 Dias, dirigido por Bruno Barreto, teve pré-estreia nesta sexta-feira no Cinépolis do Shopping JK Iguatemi, em São Paulo. A sessão ocorreu ao fim de um encontro com figuras políticas próximas ao MDB e a interlocutores de áreas diferentes, entre empresários, juristas e jornalistas. O filme, com cerca de uma hora e 45 minutos, aborda a presidência de Michel Temer.
Temer compareceu à sessão às 10h, entrou na sala acompanhado de cumprimentos e sorrisos e permaneceu para acompanhar a exibição. O ministro Alexandre de Moraes, presente no filme, sentou-se ao lado do ex-presidente. Ao fim da projeção, gritos de apoio ao ex-presidente foram ouvidos na plateia, segundo relatos da cobertura.
Participantes e reação ao filme
A plateia reuniu nomes de peso do MDB e de partidos aliados, como Gilberto Kassab, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite, além de ex-ministros e interlocutores do governo. O documentário reuniu entrevistas com figuras do governo anterior, além de familiares e colaboradores de Temer.
Mesmo diante das manifestações, Temer sinalizou que não pretende retornar à Presidência. O ex-presidente afirmou que o objetivo do projeto era oferecer uma visão sobre o período governamental para contribuir com a discussão pública, sem intenção de pleitear novo cargo.
Marum, advogado e dirigente do MDB, defendeu publicamente a candidatura de Temer, ressaltando a ideia de que o ex-presidente possa representar o centro político na eleição. Ele indicou que o MDB tem o papel de propor propostas para o governo, citando o documento Estrada para o Futuro – 2026, elaborado por um grupo de especialistas.
O documentário nasceu há cerca de três anos, com a proposta de retratar a complexidade do governo de Temer e o contexto político anterior à polarização que ganhou força após 2018. Dois convidados de destaque, Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes, não compareceram à sessão.
Temer comentou que o filme não foi financiado com recursos públicos e que, embora tenha ficado mais conhecido como figura pública, sua participação busca oferecer pistas sobre a gestão e as reformas implementadas. A estreia nacional está programada para setembro, em dez capitais do país.
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