- A Polícia Federal cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em 11 endereços durante a operação Testa de Ferro, deflagrada em Boa Vista, e apreendeu mais de R$ 2,3 milhões, sendo R$ 2.155.101 em imóveis, empresas e um posto de combustíveis, além de US$ 37.480 na casa da deputada Tayla Peres.
- Tayla Peres, deputada estadual pelo Republicanos, é investigada por suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à compra e venda de veículos e uso de laranjas.
- Ao todo, foram apreendidos 53 veículos, dos quais 45 ficaram com fiéis depositários; houve também apreensão de celulares, computadores e outros objetos relacionados à investigação.
- Três pessoas foram presas em flagrante: o irmão da deputada, Leonardo Reis, por corrupção eleitoral, e mais dois por posse ilegal de arma de fogo; todos pagaram fiança e responderão em liberdade.
- A defesa da deputada afirmou não ter acesso ao teor da investigação, negou ligação do dinheiro com Tayla e disse que os veículos são da empresa/concessionária, devidamente declarados à Receita Federal.
A Polícia Federal deflagrou a operação Testa de Ferro, com foco em irregularidades envolvendo lavagem de dinheiro por meio da compra e venda de veículos em Boa Vista. A ação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em 11 endereços, incluindo a casa da deputada Tayla Peres, do Republicanos, e endereços ligados a ela e à família.
Ao todo, foram apreendidos mais de R$ 2,3 milhões em espécie. Deste montante, R$ 2.155.101 estavam em imóveis, empresas e em um posto de combustíveis relacionados aos investigados. Na residência da deputada, a PF encontrou ainda US$ 37.480, equivalentes a cerca de R$ 194 mil.
Entre os investigados, três pessoas foram presas em flagrante. Um dos detidos foi Leonardo Reis, irmão da deputada, autuado por corrupção eleitoral. Com ele foram apreendidos envelopes com dinheiro, identificados com nomes de municípios do interior de Roraima. As demais prisões foram por posse ilegal de arma de fogo; todos pagaram fiança e respondem em liberdade.
Os materiais apreendidos incluem 53 veículos, dos quais 45 permaneciam na condição de fiéis depositários. Também foram apreendidos celulares, computadores e outros itens relevantes para a investigação. A PF informou que os itens serão analisados para esclarecer a relação com os ilícitos investigados.
A defesa da deputada Tayla Peres informou que ainda não teve acesso ao teor da investigação, mas que pretende demonstrar a inocência de todos os investigados. O comunicado negou qualquer relação entre o dinheiro apreendido e a parlamentar e alegou que veículos são de empresa/concessionária devidamente declarados à Receita Federal.
Contexto e desdobramentos
A operação investiga a participação de um grupo no esquema de lavagem de dinheiro por meio da compra e venda de veículos, com uso de laranjas para ocultar a origem dos recursos. A PF informou que as movimentações financeiras apresentaram fatos relevantes para a continuidade da investigação.
A ação ocorreu nesta sexta-feira, em Boa Vista, e foi deflagrada pela Justiça Federal. O material recolhido será encaminhado para análise que deve contribuir para entender a relação entre os alvos e o suposto esquema de lavagem de recursos na região.
Tayla Peres concorreu à vice-governadoria na chapa encabeçada pelo governador interino Soldado Sampaio na eleição suplementar realizada recentemente. A defesa reafirmou que não houve crime e que o processo apenas acompanha o desdobramento policial.
A PF enfatizou que o caso envolve uso de laranjas para mascarar a procedência de bens e dinheiro, com envolvimento de veículos sem justificativa econômica aparente. Novo compartilhamento de informações deve ocorrer à medida que avancem as investigações.
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