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Brasileiro relata ameaças após pedir atuação no caso Moraes nos EUA

Brasileiro que pediu para atuar como amicus em processo nos EUA contra Moraes afirma ter recebido ameaças e intimidação, prejudicando reputação e segurança familiar

Imagem colorida do brasileiro Rogério Scotton, investigado pelo FBI - Metrópoles
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  • O brasileiro Rogério Chaves Scotton, ex-piloto da Nascar, afirmou à Justiça dos EUA ter sofrido ameaças e intimidação após pedir para atuar no caso movido pela Rumble e pela Trump Media contra o ministro Alexandre de Moraes.
  • Scotton pediu para ingressar no processo como amicus curiae, isto é, um terceiro interessado que pode apresentar argumentos ao tribunal.
  • Segundo ele, as ameaças começaram após a repercussão do caso na imprensa brasileira, com insinuações falsas sobre seu histórico criminal e atuação.
  • Os advogados de Scotton dizem que ele comunicou as preocupações de segurança às autoridades e manteve registros das comunicações; as denúncias causaram danos à reputação e criaram ambiente hostil.
  • A defesa não divulgou quem teria feito as ameaças, e a coluna não conseguiu ouvir Scotton para comentar o caso.

O brasileiro Rogério Chaves Scotton, ex-piloto da Nascar, afirmou à Justiça dos Estados Unidos que recebeu ameaças e intimidação após solicitar participação no caso movido pela Rumble e pela Trump Media contra o ministro Alexandre de Moraes. A ação está tramitando no território americano.

Scotton buscou ingressar no processo como amicus curiae, ou seja, um terceiro interessado que pode apresentar argumentos ao tribunal. A petição foi apresentada para defender a análise de sanções contra Moraes com base na Lei Magnitsky, tema já divulgado pela imprensa brasileira antes da sanção governamental.

Segundo a documentação a que a coluna teve acesso, o ex-piloto relatou que passou a sofrer cobranças públicas negativas após a repercussão do pedido no Brasil. Ele alega que mensagens insinuaram passagem de seus antecedentes criminais e de sua atuação profissional, o que, conforme ele, prejudicou sua imagem e atraiu ataques.

A defesa de Scotton aponta que ele recebeu advertências, sofreu intimidação e teve a segurança da família comprometida pela exposição pública do litígio. Os advogados afirmam que Scotton comunicou as preocupações às autoridades competentes e manteve registros das comunicações e dos eventos relevantes.

Apesar dos relatos, Scotton não indicou quem teriam sido os autores das ameaças, segundo a petição. A coluna não conseguiu localizá-lo para comentar o caso. As informações são parte dos documentos apresentados no processo nos EUA e de reportagens posteriores.

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