- Manuel Adorni anunciou a renúncia ao cargo de chefe de gabinete do presidente argentino, em meio a investigações sobre a evolução de seu patrimônio e gastos pessoais.
- Em carta publicada na rede social X, disse que deixa o governo contra a vontade do presidente, encerrando o ciclo com “consciência tranquila”.
- Adorni era considerado um dos principais aliados de Milei, tendo assumido a chefia de gabinete em novembro do ano passado.
- As investigações apontam para questionamentos sobre viagens da família e deslocamentos com uso de primeira classe, incluindo Aruba no Natal e um voo de jato particular para o Uruguai no Carnaval; ele nega irregularidades, afirmando que o patrimônio foi constituído antes do governo e que as despesas foram pagas com recursos próprios.
- Em entrevista ao jornal La Nación, admitiu ter mantido valores não declarados por anos, retificou as declarações de bens de 2023 e 2024 para incluir cerca de US$ 500 mil, e disse que fará o que for devido.
Manuel Adorni, chefe de gabinete do presidente argentino Javier Milei, anunciou neste sábado (27) que deixará o cargo. A decisão ocorre em meio a investigações sobre a evolução de seu patrimônio e gastos pessoais.
Adorni, aliado próximo de Milei desde o início da gestão, ocupava o cargo de chefia de gabinete desde novembro do ano passado. Anteriormente, em dezembro de 2023, havia assumido a função de porta-voz do governo.
Investigações e acusações
As investigações tratam de suposto enriquecimento ilícito, incluindo viagens com a família, férias em Aruba durante o Natal em passagem de primeira classe e deslocamentos em jato particular para o Uruguai no Carnaval. Adorni nega irregularidades.
Segundo o próprio, o patrimônio foi constituído antes de integrar o governo e todas as despesas pessoais teriam sido pagas com recursos próprios. Ele também informou que retificou declarações de bens de 2023 e 2024 para incluir aproximadamente US$ 500 mil não declarados anteriormente.
Contexto político e desdobramentos
Mesmo com defesa pública, Adorni admitiu ter mantido valores não declarados por anos às autoridades fiscais, mas afirmou que fará os devidos ajustes. Antes da renúncia, Milei afirmou que não queria afastar o auxiliar, mantendo apoio à permanência dele na equipe.
A saída ocorre em meio a desgaste relativo do governo argentino, com denúncias de corrupção envolvendo integrantes da administração e queda de popularidade de Milei, em meio a dificuldades econômicas. Uma pesquisa recente aponta queda de avaliação do presidente.
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