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Chefe de gabinete de Milei sai do cargo após acusação de enriquecimento ilícito

Chefe de Gabinete de Milei renuncia após admitir ocultação de 500 mil dólares em bens e escândalo por enriquecimento ilícito

Miguel Adorni, porta-voz do governo Milei. Foto de maio de 2026. — Foto: REUTERS/Tomas Cuesta
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  • Manuel Adorni, chefe de Gabinete e porta-voz próximo de Milei, pediu demissão neste sábado devido a envolvimento em suposto enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio.
  • Ele reconheceu ter ocultado 500 mil dólares em declarações de bens, origem apontada como investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018.
  • A cobrança de ocultação contrasta com declaração anterior ao Congresso, na qual disse que “nunca houve ocultação” de patrimônio.
  • A Justiça Federal argentina investiga o caso, que inclui denúncias sobre compra e reforma de imóveis de alto valor.
  • Adorni, 46 anos, iniciou no governo como porta-voz em 2023 e passou a chefe de Gabinete em novembro; novo capítulo envolve recibo de compra de itens de cama, mesa e banho de cerca de 5,6 mil dólares.

Manuel Adorni deixou hoje (sábado, 27) o cargo de chefe de Gabinete do governo de Milei, na Argentina, acusado em um escândalo de enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio. O anúncio ocorreu após a divulgação de que ocultou 500 mil dólares em suas declarações de bens, conforme o cenário legal envolve investigações.

Adorni, aparece como uma das vozes mais próximas do presidente Milei. Ele admitiu ter mantido economias não declaradas em investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018, divergindo de declarações anteriores ao Congresso, que afirmavam não haver ocultação.

Investigação em curso

A Justiça Federal argentina investiga o caso, ligado ainda a denúncias sobre compra e reforma de imóveis por centenas de milhares de dólares. O escândalo tem ganhado novos capítulos semanalmente.

Entre os desdobramentos, surgiu um suposto recibo de compra de roupas de cama, mesa e banho por cerca de US$ 5,6 mil. Essas informações reforçam o escrutínio sobre o patrimônio do executivo.

Adorni, com 46 anos, chegou ao governo como porta-voz em 2023 e foi promovido a chefe de Gabinete em novembro. A demissão foi comunicada por meio de carta publicada nas redes sociais, na qual agradece ao presidente pela confiança.

A entrada de Adorni no cargo ocorreu no contexto de uma gestão de Milei que continua sob escrutínio público. O caso permanece sob análise judicial, sem conclusão anunciada até o momento.

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