- O decano da Alerj, Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSD), denunciou ao TCE-RJ operações milionárias do Rioprevidência envolvendo o Banco Master e divulgou a denúncia em suas redes.
- Mensagens apreendidas pela Polícia Federal indicam que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tentou pressionar o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para retirar de ar um vídeo de Luiz Paulo sobre o tema.
- Em meio à crise institucional que envolve a Alerj, Luiz Paulo disse que o Legislativo é injustamente visto como o “patinho feio” da política e criticou o marco de poder, defendendo mudanças institucionais e o reconhecimento do servidor público concursado.
- O deputado afirmou que o aumento da estrutura da Alerj ocorreu sem aumentar o gasto e relacionou as rachadinhas ao crescimento de cargos na Casa, apontando que a Alerj tem mais comissionados por deputado do que a Câmara dos Deputados.
- Flávio Serafini (PSOL) chegou a pedir CPI para investigar Rioprevidência e Cedae no Master; o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Em 2024, antes das investigações envolvendo o Rioprevidência, o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSD-RJ) denunciou ao TCE-RJ as operações milionárias do Banco Master ligadas ao fundo. A denúncia foi veiculada por ele em redes sociais, sem entrada de ações anunciadas.
Mensagens apreendidas pela Polícia Federal em celular de Daniel Vorcaro indicam pressão para tirar do ar um vídeo de Luiz Paulo sobre o Rioprevidência. A peça publicitária permanece disponível e não houve remoção por parte do responsável pela publicação.
Luiz Paulo é o decano da Alerj, com 80 anos e trajetória marcada pela oposição ao longo de boa parte dos mandatos. Em entrevista, ele afirmou que o Legislativo é alvo de estigmatização, mas ressaltou que o problema envolve também outros Poderes.
Para o deputado, a mudança estrutural depende de rearranjo institucional e de ajuste no marco de poder. Defende que a base do funcionalismo seja o servidor concursado e atribui o crescimento de cargos na Alerj ao que chamou de rachadinhas, iniciadas na gestão de Jorge Picciani.
Segundo informações apuradas pela imprensa, a Alerj mantém uma elevada proporção de comissionados em relação ao total de vereadores. O estado registra um quadro em que a Câmara acumula um número expressivo de cargos comissionados por deputado.
Alerj e CPI do Master
Paralelamente, o colega Flávio Serafini (PSOL) apresentou assinaturas para criar uma CPI para investigar investimentos do Rioprevidência e da Cedae no Banco Master. O objetivo é apurar eventuais irregularidades no orçamento público relacionadas a esse tema.
O pedido de instalação da CPI recebeu intervenção do Judiciário. O TJ-RJ negou liminar que obrigaria a Alerj a instalar a comissão, mantendo o andamento das apurações sob estudo de autoridades competentes.
Contexto institucional
A atual crise na Alerj envolve investigações que colocaram a casa no centro de desdobramentos políticos no estado. Luiz Paulo ressalta que a atuação parlamentar precisa de mudanças estruturais para reduzir vulnerabilidade a práticas questionáveis.
O caso do Master e Rioprevidência permanece sob acompanhamento das autoridades, com desdobramentos envolvendo o Ministério Público e o TCE-RJ. As informações indicam a continuidade de apurações sobre investimentos e contratos envolvendo o Rioprevidência.
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