- Documentário “963 Dias”, dirigido por Bruno Barreto, será lançado em setembro em dez capitais e reúne quarenta entrevistados para tratar do governo de Michel Temer.
- Temer diz que o filme é extraordinário, espera virar um ex-presidente popularíssimo e nega que a produção seja chapa branca ou retratação histórica.
- A ausência de petistas entre os entrevistados é explicada pelo diretor: foram convidados, mas não quiseram falar.
- A reportagem da revista Veja informou que o fundo Moriah Asset, ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, comprou cota de financiamento; Temer afirma que não houve dinheiro público nem patrocínio do Banco Master.
- O documentário percorre temas desde a escolha de Temer como vice de Dilma até a crise política, a Lava Jato, o impeachment e as reformas, com destaque para as falas da filha Luciana Temer.
Michel Temer anunciou que o documentário sobre seu governo, intitulado 963 Dias, pretende apresentar sua visão do período pós-impeachment e abrir o debate sobre o legado político. O ex-presidente afirmou que o filme é extraordinário e que a obra não busca retratação histórica.
Dirigido por Bruno Barreto, o documentário analisa a gestão de Temer após o afastamento de Dilma Rousseff e aborda as reformas econômicas promovidas pelo governo. A pré-estreia ocorreu em São Paulo com convidados, sem participação de petistas na lista de entrevistas.
O filme traz quarenta depoimentos e reproduz cenas do período de transição, enfatizando decisões tomadas após o impeachment e o vetor político que moldou a agenda de reformas. O foco é o que os diretos envolvidos chamam de Ponte para o Futuro.
Sobre o financiamento, uma reportagem indicou participação de recursos de um fundo ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com confirmação de produtores ouvidos pela imprensa. Temer afirmou que não houve dinheiro público nem patrocínio de bancos.
O diretor explicou que petistas foram convidados, mas não aceitaram falar. O enredo também contextualiza a escolha de Temer como vice de Dilma e a relação com o Congresso, além de referências à Operação Lava Jato.
No decorrer, o documentário aborda a crise entre o Palácio do Planalto e a Câmara, o noticiado Caso Joesley, e o papel da imprensa na cobertura do governo. Figuras próximas ao ex-presidente aparecem para explicar o cenário político.
O filme também revisita o impeachment, o papel de Cunha e o ambiente de polarização que se intensificou após os acontecimentos. Luciana Temer, filha do ex-presidente, aparece para oferecer visão sobre o legado familiar.
Segundo o material divulgado, 963 Dias não busca apenas denunciar a polarização, mas discutir caminhos para o consenso em meio a divergências. A estreia está programada para setembro, em 10 capitais.
Entre na conversa da comunidade