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EUA investigam Polymarket, empresa ligada ao filho de Trump

Nova investigação da CFTC mira Polymarket por suposto uso de informações privilegiadas; porta-voz afirma que Trump Jr. não participa de negociações

Logo e página inicial da Polymarket, plataforma americana de previsão de mercado baseada em criptomoedas
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  • Uma agência reguladora federal dos Estados Unidos abriu uma investigação sobre a Polymarket, empresa ligada ao filho de Donald Trump, Donald Trump Jr., questionando se opera dentro da lei.
  • A CFTC (Comissão de Negociação de Futuros de Commodities) busca apurar possíveis abusos e ligações com o presidente Trump, em meio a críticas sobre o acesso a informações privilegiadas no mercado de previsões.
  • A Polymarket disse estar comprometida com mercados precisos, justos e transparentes, sem comentar detalhes da investigação.
  • A investigação anterior da CFTC, ainda em andamento ou encerrada em fases, envolve questões sobre atuação sem licença nos EUA e cooperação com autoridades, incluindo ações do Departamento de Justiça e do FBI.
  • Em agosto, a Polymarket anunciou apoio financeiro da 1789 Capital, ligada a Trump Jr., que afirmou não participar das negociações com reguladores; a empresa também alegou medidas para restringir uso de VPNs pelos usuários.

A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) dos EUA abriu uma nova investigação sobre a Polymarket, empresa de previsões associada a Donald Trump Jr. O objetivo é averiguar se há violação de leis, incluindo uso de informações privilegiadas, conforme apuração de fontes civis.

A Polymarket afirmou estar comprometida com mercados precisos, justos e transparentes, mas não quis comentar o caso. O fato ocorre em meio a pressões sobre a CFTC para fiscalizar plataformas de previsões que movimentam bilhões de dólares mensais.

A investigação, ainda de escopo amplo, começou no início deste ano, segundo pessoas próximas ao tema. A agência já havia avaliado, anteriormente, procedimentos da Polymarket, incluindo operações com clientes dos EUA.

Contexto regulatório

A CFTC tem histórico de ações contra a Polymarket. Em 2022, a empresa recebeu multa de US$ 1,4 milhão por operar sem licença nos EUA e foi proibida de atender clientes norte-americanos.

Em 2024, o Departamento de Justiça abriu apuração criminal; agentes do FBI apreenderam dispositivos do fundador. A investigação ganhou fôlego após mudanças na liderança da agência e diretrizes que frearam novas intimações.

Panorama recente e ligações familiares

No ano passado, a Polymarket anunciou apoio financeiro da 1789 Capital, ligada a Donald Trump Jr., que atuou como consultor não remunerado. A empresa disse que o filho do presidente não participa das negociações com reguladores.

Ao longo de 2024, a Polícia Federal e a CFTC discutiram procedimentos para ampliar as formas de aceitar apostas. Vários altos executivos foram alvo de investigações internas para esclarecer condutas.

A Polymarket manteve a aprovação regulatória para operar nos EUA, mas sua plataforma norte-americana oferece menos opções de apostas do que a versão internacional, que continua com restrições para usuários dos EUA. A empresa disse ter encaminhado dezenas de casos às autoridades.

Em maio, promotores acusaram um soldado de US Army de usar informações confidenciais em apostas envolvendo operações secretas. Em abril, um engenheiro do Google foi acusado de uso de dados privilegiados para ganhos com apostas na Polymarket.

A Polymarket reiterou nesta sexta-feira que banem estritamente o uso de informações privilegiadas e afirmou ter encaminhado quase cem casos às autoridades competentes.

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