- Governo de Santa Catarina vai apresentar representação à Procuradoria-Geral da República contra o presidente Lula por declarações sobre racismo feitas em Itajaí, durante a sexta-feira (26).
- Lula afirmou que não se pode permitir que prevaleça o racismo em Santa Catarina e citou Adolf Hitler.
- O governador Jorginho Mello (PL) disse que a fala teve caráter discriminatório contra os catarinenses e que ele precisa responder por isso.
- Mello citou dados para rebater Lula, dizendo que Santa Catarina foi o estado que mais recebeu pessoas de outros estados nos últimos dez anos, com mais de 500 mil novos moradores.
- A Presidência da República não se manifestou sobre as declarações de Mello nem sobre o anúncio da representação.
O governo de Santa Catarina informou que vai apresentar uma representação à PGR contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por declarações feitas durante um evento em Itajaí, na sexta-feira (26). A medida envolve alegações ligadas a racismo e à menção a Hitler.
Segundo a gestão estadual, houve violação de normas ao sugerir que há discriminação contra catarinenses. A administração afirma que críticas políticas são aceitáveis, mas que imputar preconceito ao povo do estado é inadequado e passível de responsabilização.
Ainda conforme o governo, Santa Catarina teria recebido mais de 500 mil pessoas de outros estados nos últimos dez anos, tornando-se o estado com maior fluxo migratório do país. A peça acusa o tom da fala de Lula de caricaturar a população catarinense.
Reação do governo de SC
A administração estadual diz que a fala desrespeita os catarinenses e demanda reparação legal. O governo também citou estatísticas para sustentar a percepção de que o estado é destino de quem busca trabalho, moradia e oportunidades.
O Palácio do Planalto não se manifestou sobre o assunto, nem a Presidência da República comentou as ações previstas pelo governo catarinense. As informações oficiais permanecem sob avaliação das partes envolvidas.
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