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Uso de ar-condicionado gera polêmica na Europa

Debate europeu equilibra proteção de idosos com impactos ambientais do ar-condicionado, com propostas de refrigeração pública e reformas estruturais

Homem tentando se refrescar durante forte onda de calor na Itália, Europa. (Foto: RICCARDO ANTIMIANI/EFE/EPA)
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  • Observadores de esquerda e grupos ambientalistas questionam o uso de ar-condicionado em meio a um calor histórico acima de 40°C, destacando impactos ambientais e proteção de idosos e crianças vulneráveis.
  • Críticos afirmam que o ar-condicionado pode criar ilhas de calor ao liberar ar quente para as ruas, além de pressionar redes elétricas e, potencialmente, liberar gases refrigerantes que aumentam o efeito estufa.
  • A direita defende medidas, como um plano nacional para refrigerar escolas, hospitais e casas de repouso, com empréstimos subsidiados para famílias de baixa renda comprarem aparelhos.
  • Leis existentes em alguns países limitam o uso de refrigeração: na França, por exemplo, bares e restaurantes não podem usar ar-condicionado ou aquecedores em terraços abertos desde 2022.
  • Alternativas defendidas pelos verdes incluem o “resfriamento inteligente”: reforma de edifícios, ventilação natural e aumento de áreas verdes para reduzir a dependência de aparelhos elétricos.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela Gazeta do Povo.Para leitura completa, consulte a reportagem.

Políticos de esquerda e grupos ambientalistas na Europa questionam o uso de ar-condicionado em meio a uma onda de calor histórica, com temperaturas acima de 40°C. O debate envolve o equilíbrio entre a proteção de idosos e crianças vulneráveis e o impacto ambiental dos aparelhos.

Críticos alertam para um ciclo que resfria interiores, mas aquece ruas, gerando ilhas de calor em cidades com muitos prédios. Também destacam o alto consumo de energia, pressão sobre redes elétricas e o risco de vazamento de gases refrigerantes, que agravam o efeito estufa.

Lideranças de direita defendem medidas específicas para enfrentar o calor extremo. Na França, Marine Le Pen propõe um plano nacional para instalar refrigeração em escolas, hospitais e casas de repouso, além de empréstimos subsidiados para famílias de baixa renda adquirirem aparelhos.

Na prática regulatória, a França já mantém regras que restringem refrigeração em certos espaços. Desde 2022, bares e restaurantes não podem usar ar-condicionado ou aquecer em terraços abertos, e há normas que exigem portas fechadas em estabelecimentos com sistemas ligados, para reduzir desperdício de energia.

Reações em outros países variam. Na Bélgica, a prefeitura de Gante chegou a sugerir substituição de ar-condicionado por plantio de árvores, mas recuou após críticas. No Reino Unido, o prefeito de Londres reconhece necessidade de investir em refrigeração em escolas e escritórios, diante de mudanças climáticas que superaram antigas previsões.

Partidos ambientalistas propõem o que chamam de “resfriamento inteligente”, priorizando reformas em edificações para melhor isolamento, ventilação natural e expansão de áreas verdes. A solução, dizem, deve ser estrutural e sustentável, minimizando dependência de equipamentos elétricos.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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