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Bill Cassidy acusa Trump de tratar o Congresso como mera extensão

Cassidy acusa Trump de tratar o Congresso como apêndice após impasse sobre guerra no Irã; crítica rara de republicano ao presidente

Senator Bill Cassidy leaves after a Senate Republican luncheon with Donald Trump at the US Capitol, on 24 June.
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  • Cassidy, senador republicano pela Louisiana, afirmou que Trump trata o Congresso como mero apêndice na condução da guerra no Irã.
  • Em entrevista ao Face the Nation, ele relatou a discussão com o presidente pela falta de briefing ao Congresso sobre as hostilidades com Teerã; posteriormente recebeu briefing do vice-presidente JD Vance e do enviado especial Steve Witkoff.
  • Cassidy apoiou uma resolução de poderes de guerra como recado simbólico, mas acabou recuando após a audiência concedida.
  • O senador está em processo de saída: na primária, a apoiada por Trump, Julia Letlow, venceu a disputa e pode substituí-lo no Senado.
  • Ele criticou prioridades domésticas de Trump, incluindo propostas de restrições eleitorais, e disse que líderes devem estar sujeitos à mesma lei e responsabilidade.

Bill Cassidy, senador republicano de Louisiana que perdeu a temporada de reeleição, acusou o presidente Donald Trump de tratar o Congresso como apenas um apêndice na condução da guerra com o Irã. A declaração veio em entrevista ao Face the Nation, da CBS News.

Cassidy relatou uma altercação à mesa em Washington, após apoiar uma resolução de prerrogativas de guerra que serviu como crítica simbólica às ações da Casa Branca. Segundo ele, Trump reagiu de forma dura ao voto dos membros a favor da norma.

O republicano disse que o tema central era o papel do Congresso, previsto na separação de poderes da Constituição. Em sua visão, o poder Legislativo deve ser informado sobre procedimentos de hostilidades com Teerã.

Apesar da troca de farpas, Cassidy afirmou ter obtido uma reunião de briefing sobre a guerra com o vice-presidente e um enviado especial, o que o levou a abandonar o apoio à resolução. O episódio sinaliza a tensão interna no partido.

Cassidy, que votou pela condenação de Trump no impeachment 2021, concentra-se agora na formação de uma saída para sua antiga cadeira. Em maio, a candidata apoiada por Trump, Julia Letlow, venceu a disputa interna do GOP, avançando para a posição no pleito de novembro.

O deputado destacou preocupações com prioridades internas de Trump, citando a proposta de restringir o voto federal, enquanto defendia medidas para reduzir o custo de vida. Ele afirmou que, se fosse presidente, priorizaria o alívio financeiro para as famílias.

Questionado sobre o curso do segundo mandato de Trump, Cassidy sinalizou que pretende acompanhar de perto votações relevantes, incluindo a confirmação do substituto do atual procurador-geral interino. O senador integra grupo crítico a iniciativas que, na visão dele, criariam assimetrias legais.

Cassidy também criticou planos para criar um fundo de quase 1,8 bilhão de dólares para financiar aliados de Trump e para evitar auditorias do IRS. O republicano afirmou que líderes devem obedecer a padrões iguais de responsabilização.

Atualidade eleitoral

Desde a vitória de Letlow, a cena política de Louisiana observa uma transição de poder que deve se confirmar no pleito de novembro. A disputa envolve questões nacionais e de governança que continuam a moldar o debate no estado.

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