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Chefe de Gabinete de Milei renuncia após escândalo que abala governo

Chefe de Gabinete de Milei renuncia após escândalo envolvendo patrimônio, prejudicando a agenda do governo no Congresso

O agora ex-chefe de gabinete Manuel Adorni, ao lado do presidente Javier Milei, em evento do partido A Liberdade Avança (LLA) em Buenos Aires em 2025 (Foto: Juan Ignacio Roncoroni/EFE)
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  • O chefe de Gabinete de Milei, Manuel Adorni, renunciou no sábado (27) após meses de desgaste por investigações sobre seu patrimônio, em meio a pressões da oposição, do Congresso e de setores do governo.
  • Adorni era um dos nomes mais próximos de Milei e deixou o cargo após quatro meses de escândalo envolvendo enriquecimento ilícito, viagens, imóveis e valores não declarados.
  • Em carta publicada na rede social X, ele afirmou ter decidido sair para proteger a si e a sua família, dizendo ter sido alvo de “ataques da mídia” e que foi tratado como criminoso sem um único fato de corrupção.
  • O ex-chefe de Gabinete nega irregularidades e disse sair “tranquilo e sereno” com a consciência tranquila; a Justiça argentina ainda investiga o patrimônio dele.
  • O caso ganhou atenção após a revelação de que a esposa dele, Bettina Angeletti, integrou a comitiva que acompanhou Milei aos Estados Unidos, levantando questionamentos sobre uso de recursos públicos; investigações subsequentes analisam viagens, imóveis e possível omissão de cerca de US$ 500 mil.

O chefe de Gabinete do governo de Javier Milei, Manuel Adorni, renunciou ao cargo neste sábado (27). A decisão encerra meses de desgaste político alimentado por investigações judiciais e denúncias sobre seu patrimônio, em meio a pressões de oposição e de setores do governo.

Adorni era figura próxima a Milei, inicialmente porta-voz da presidência e, depois, chefe de Gabinete. A saída ocorreu após um ciclo de denúncias envolvendo enriquecimento ilícito, viagens, imóveis e valores não declarados.

Em uma carta publicada na rede social X, Adorni afirmou que decidiu encerrar sua passagem para proteger a si e à família, alegando ter sido alvo de ataques da mídia e tratando-o como corrupto sem fatos.

O ex-chefe de Gabinete nega irregularidades e disse sair tranquilo, com a consciência tranquila. A Justiça argentina investiga ainda as suspeitas relacionadas ao seu patrimônio.

Contexto político

O caso ganhou força em março, com denúncias sobre a participação da esposa de Adorni, Bettina Angeletti, na comitiva oficial que acompanhou Milei aos EUA. Alegações apontam que Angeletti não ocupava cargo público nem função formal na missão.

Parlamentares de oposição questionaram o uso de recursos públicos para cobrir custos da participação, levantando dúvidas sobre viagens oficiais. O episódio abriu espaço para novas revelações sobre gastos e bens do ex-chefe de Gabinete.

Investigações posteriores trataram de possível enriquecimento ilícito e tráfico de influência, incluindo uso frequente de aviões privados, estadias em hotéis de alto padrão e operações imobiliárias. Custos não declarados e potenciais vantagens indevidas são analisados.

O ponto de maior desgaste ocorreu quando Adorni admitiu ter omitido cerca de US$ 500 mil em declarações patrimoniais, dizendo que o montante seria de economias mantidas com a esposa, oriundas de atividade privada e criptomoedas.

Segundo o jornal Clarín, a permanência de Adorni travava a agenda do governo no Congresso, com oposição buscando interpelação e censura, enquanto aliados demonstravam desconforto com a crise.

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