- Flávio Bolsonaro discursou em espanhol, em Buenos Aires, durante evento de grupos conservadores, tratando do crime organizado no Brasil.
- Disse que, se for eleito, o Brasil se alinha ao governo de Israel a partir de 2027.
- Voltou a defender a classificação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas, com base em dados da Polícia Federal.
- Ligou redes do Hezbollah e do Irã ao crime organizado brasileiro, citando ligações com rotas de cocaína e contrabando de armas e lembrando o ataque à Embaixada de Israel em 1992.
- A fala foi transmitida em live; ele listou países da região com governos de direita e disse que o Brasil entrará na “onda” em outubro, ressaltando ter sido convidado por Josh Reinstein, da Israel Allies Foundation.
O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou na noite deste domingo em um evento promovido por grupos conservadores em Buenos Aires, na Argentina. A fala abordou o crime organizado no Brasil e relações entre facções, Irã e Hezbollah. O tom foi de defesa de políticas mais duras contra o crime.
Segundo o discurso, caso seja eleito em 2027, o governo brasileiro deve se alinhar ao governo de Israel. A promessa foi apresentada de forma afirmativa, com referência a supostos interesses de cooperação regional e de segurança. O evento ocorreu no contexto de atuação de apoiadores de pautas conservadoras.
Flávio Bolsonaro também reiterou o posicionamento de classificar o PCC e o CV como grupos terroristas, enfatizando impactos sociais de facções no território nacional. A declaração foi apresentada durante leitura em espanhol, com transmissão ao vivo pelas redes sociais.
Alinhamento regional e combate ao crime
O senador citou uma lista de presidentes eleitos em países das Américas, associando-os a linhas políticas de direita e ao uso de medidas duras contra a criminalidade. Entre os citados, destacaram-se líderes de Estados Unidos, Argentina, Chile, Peru e Colômbia.
Durante o pronunciamento, não houve apenas menções a políticas internas, mas também ao que chamou de “fluxos” entre redes criminosas e redes internacionais, mencionando ligações entre o Hezbollah, o Irã e atividades ilícitas no Brasil.
Flávio Bolsonaro ressaltou que foi convidado ao evento por Josh Reinstein, dirigente da Israel Allies Foundation e membro associado ao Knesset. A fala ocorreu em espanhol e foi compartilhada em live nas redes sociais há poucos minutos.
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