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Psicólogos cristãos relatam perseguição na prática profissional

Perseguição a psicólogos cristãos avança no CFP; norma gera notificações, debates jurídicos no STF e abandono da profissão por medo de processos

Após ser notificada por um Conselho Regional de Psicologia, Gisele publicou um vídeo em seu Instagram que gerou grande repercussão entre colegas que estavam na mesma situação, mas trouxe também muita hostilidade. (Foto: Reprodução/Instagram/giselecamps)
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  • Psicólogos cristãos relatam assédio e notificações de conselhos profissionais por manifestarem sua fé nas redes sociais; envolve a Resolução nº 7/2023 do CFP, que proíbe associar a psicologia a crenças religiosas.
  • A norma busca neutralidade e laicidade, mas profissionais afirmam que a regra tem sido usada para punir opiniões pessoais fora do consultório.
  • Relatos mostram notificações oficiais e “patrulhamento” por colegas; casos de violência psicológica e fim de vínculos em áreas como psicanálise para evitar processos éticos.
  • Críticos defendem que a fé é parte da identidade do profissional e que manifestação em perfis pessoais não compromete a ética; questionam possível tratamento desigual por conselhos.
  • A questão está no STF; em abril de 2026 o julgamento foi transferido para o plenário físico; o relator, ministro Alexandre de Moraes, votou a favor da norma, mas o veredito depende dos demais ministros.

Psicólogos cristãos relatam assédio e notificações de conselhos profissionais ao expressarem sua fé nas redes sociais. O conflito envolve a Resolução nº 7/2023 do CFP, que proíbe associar a psicologia a crenças religiosas. O tema gera debates jurídicos e impactos na carreira.

A norma do Conselho Federal de Psicologia estabelece neutralidade e laicidade na atuação, buscando manter o consultório livre de doutrinação. Entidades que representam esses profissionais afirmam que a regra punish opiniões pessoais online, fora do consultório.

Relatos de profissionais indicam notificações oficiais e fiscalização apertada por colegas e estudantes. Alguns mencionam violência psicológica e ataques em redes sociais, levando ao cancelamento de registros para evitar processos éticos.

Controvérsia e críticas

Defensores da fé argumentam que a identidade do psicólogo é moldada pela fé e pela história de vida, e que manifestações em perfis pessoais não comprometem a ética clínica.

Situação jurídica da norma

O CFP questiona a validade no STF. Em abril de 2026, o julgamento foi transferido ao plenário físico da Corte. O ministro Alexandre de Moraes votou a favor da norma; o veredito depende dos demais magistrados.

Clima acadêmico e impactos na formação

Relatos apontam tensão desde o ambiente universitário, com resistência de colegas e docentes a declarações religiosas. Estudantes relatam denúncias aos conselhos profissionais por conteúdos em redes sociais antes da formação.

Conteúdo produzido com base no material da Gazeta do Povo. Para mais detalhes, acesse a reportagem completa.

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