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Secretária do PT afirma que redes têm lado e desafio é ampliar presença

Secretária Nacional de Juventude do PT afirma que redes exigem maior presença digital, mas olho no olho continua essencial

Julia Köpf assumiu a Secretaria Nacional de Juventude do PT em fevereiro de 2026
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  • Julia Köpf, 28 anos, é secretária nacional de Juventude do PT e afirma que as redes sociais ainda são um desafio para o partido, sendo necessário ampliar a presença digital sem abandonar a militância presencial.
  • Ela diz que o diálogo com a população não se mede por likes ou views, e que Lula mantém relação com a classe trabalhadora por meio de políticas como o Fome Zero e o Bolsa Família.
  • Köpf aponta que as plataformas digitais têm lado político-econômico; a direita já construiu uma comunicação eficaz, e o PT também vem evoluindo na internet.
  • Há alinhamento com a Secretaria de Comunicação, chefiada por Eden Valadares, com diálogo sobre o conteúdo publicado nas redes do PT.
  • Sobre renovação, Köpf defende que o PT precisa renovar quadros, pautas e práticas, destacando a dupla função da Juventude do PT na decisão interna e em movimentos estudantis, após passagem pela UNE.

A secretária nacional de Juventude do PT, Julia Köpf, 28 anos, afirma que as redes sociais ainda representam desafio para o partido e para as esquerdas. Em entrevista ao Poder360, ela reforça a necessidade de ampliar a atuação digital, sem abrir mão do trabalho presencial.

A dirigente ressalta que o PT e o presidente Lula mantêm diálogo com diversos setores da sociedade, o que ajuda a compensar a lacuna de alcance nas redes. Ela destaca que a relação com a população não se resume a métricas de engajamento online.

Segundo Köpf, as plataformas são influenciadas por interesses políticos e econômicos. Ela cita que grandes marketplaces digitais costumam favorecer determinados lados, o que, na visão dela, é uma realidade de mercado que não pode ser ignorada.

Apesar da crítica aos algoritmos, a secretária reconhece avanços do PT na comunicação digital e afirma que o partido busca alinhamento com a Secretaria de Comunicação, chefiada por Eden Valadares. Há diálogos sobre o conteúdo publicado e a estratégia de divulgação.

História e renovação

Köpf rejeita a ideia de que lideranças históricas dificultem a renovação do PT. Ela valoriza a importância do legado do partido, ao mesmo tempo em que defende a atualização de quadros, pautas e práticas para manter a relevância.

Ela cita figuras históricas da sigla, como Lula e Dirceu, como referências de relevância para a legenda, ao mesmo tempo em que enfatiza a necessidade de renovação interna. A dirigente lembra que respeito às referências históricas acompanha a busca por novas propostas.

Para Köpf, a Juventude do PT cumpre dupla função: participar das decisões internas e atuar junto a movimentos estudantis, sociais e comunitários. Ela aponta que outros nomes, como Valadares e Laércio Ribeiro, também passaram pelo setor.

Da universidade ao PT

Köpf já foi eleita secretária-geral da UNE em 2023. Sua participação estudantil começou na USP em 2016, quando ingressou no curso de administração e entrou para o núcleo Balaio, ligado ao PT. Ela filiou-se ao partido em 2018, período marcado pela prisão de Lula e pela eleição de Bolsonaro.

A dirigente relembra o clima de polarização que marcou o país, com episódios como o impeachment de Dilma Rousseff e os desdobramentos da operação Lava Jato, que influenciaram o ativismo estudantil e o engajamento partidário.

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