- Carlos Eduardo Pereira da Silva, conhecido como Dudu Magalhães, foi condenado a 100 anos de prisão por fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa em Belford Roxo.
- O juiz aponta envolvimento direto em 26 processos de licitação fraudulentos, com contratos em áreas como serviços médicos, comunicação, eventos e aquisição de equipamentos.
- A defesa aponta que os fatos ainda estão sob apuração e destaca a presunção de inocência, alegando que o secretário colaborou com as autoridades.
- A sentença sustenta crescimento patrimonial superior a 400% em três anos, incluindo a aquisição de imóveis de alto padrão, como um apartamento de 1,35 milhão de reais na Barra da Tijuca.
- Dudu Magalhães foi nomeado secretário de Governo em janeiro do ano passado pelo prefeito Márcio Canella; o prefeito afirmou não ter relação com os fatos e se colocou à disposição das autoridades.
Carlos Eduardo Pereira da Silva, conhecido como Dudu Magalhães, foi condenado a 100 anos de prisão por fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Outros oito réus, incluindo sete pessoas, também foram condenados no mesmo processo.
A sentença aponta envolvimento direto em 26 licitações consideradas fraudulentas pela Justiça, com contratos em áreas como serviços médicos, comunicação, eventos e aquisição de equipamentos para a população. Dudu era apontado como articulador empresarial do esquema.
Segundo a decisão, houve crescimento patrimonial superior a 400% em três anos, em desconformidade com a renda declarada. Entre os imóveis adquiridos está um apartamento de 1,35 milhão de reais na Barra da Tijuca.
Contexto do caso
Dudu Magalhães foi nomeado secretário de Governo de Belford Roxo pelo prefeito Márcio Canella em janeiro do ano passado, ainda sob suspeita. Canella afirmou não ter relação com os fatos narrados na decisão judicial e se colocou à disposição para esclarecer.
A defesa sustenta que as apurações ainda seguem em andamento e que não houve condenação definitiva, ressaltando a presunção de inocência. Alegam que o secretário coopera com as autoridades e que a exoneração foi apresentada para manter a regularidade da gestão.
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