- O vereador de São Paulo, Senival Moura (PT), foi preso no dia 25 de junho durante operação da Polícia Civil e do Ministério Público.
- A investigação aponta que ele recebeu ao menos R$ 250 mil em depósitos em espécie em um intervalo de três anos.
- Entre janeiro de 2019 e maio de 2022, Senival movimentou ao menos R$ 2,473 milhões sem origem declarada.
- A Polícia Civil afirma que ele era beneficiário de um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital por meio da empresa Transunião, ligada à concessão de ônibus.
- Há mensagens que indicam que pagamentos em dinheiro, com anuência dele, eram feitos a operadores próximos, e que há relação com o assassinato do ex-diretor da Transunião em 2020, na zona leste de São Paulo.
O vereador de São Paulo Senival Moura, do PT, foi preso na última quinta-feira, 25/6, em operação da Polícia Civil com o Ministério Público. A investigação aponta depósitos em espécie, somando ao menos 250 mil reais, em um período de três anos. As apurações também indicam movimentação de recursos não declarados.
Segundo o MP, Moura seria beneficiário de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, operado por meio da empresa de ônibus Transunião. Entre 2019 e 2022, ele teria movimentado ao menos 2,3 milhões de reais sem origem declarada. Além dos depósitos, houve cheques de 81 mil reais.
A polícia detalha que a identificação de recursos da Transunião para Moura ganha relevância por indicar influência na gestão da concessionária, mesmo sem participação formal na estrutura societária. O relatório sustenta que a relação era decisiva para decisões administrativas.
Conexões com o PCC e investigação
Relatórios apontam que o esquema envolvia pagamentos informais em dinheiro, com repasses regulares para uma suposta rede de operadores. Mensagens encontradas no celular de outro investigado mencionam a anuência de Moura para tais repasses, sob apelidos como veio e presidente.
O relatório cita uma ligação com o homicídio de Adauto Soares Jorge, ex-diretor da Transunião, ocorrido em 2020 em uma padaria da zona leste. A polícia afirma que o crime teria sido uma retaliação ligada a desvios revelados pela apuração.
Local de atuação e desdobramentos
Extrema, cidade da região Sul de Minas, aparece como endereço de uma residência de Moura utilizada para justificar vínculos com o suposto grupo. A investigação aponta que operações financeiras estariam concentradas em recursos da concessionária em favor do parlamentar.
A operação chamada Última Parada continua em andamento, com novas etapas de coleta de provas. As autoridades destacam que os valores movimentados podem indicar discrepâncias entre capacidade econômica e patrimônio declarado.
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