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Calor extremo na Europa leva UE a rejeitar negacionismo climático

Teresa Ribera diz que calor extremo na Europa é aviso claro para rejeitar mentiras sobre clima e acelerar transição para energia limpa diante de riscos na rede

A man checks for damaged corn in Cremona, northern Italy, in June. The European heatwave has exposed the risks to food production caused by the climate crisis.
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  • A onda de calor recorde na Europa é um alerta dramático para rejeitar mentiras sobre o clima, disse Teresa Ribera, vice‑presidente executiva da Comissão Europeia.
  • Ribera acusou interesses do setor de combustíveis fósseis de espalhar desinformação e de minar políticas verdes.
  • A crise também levou escolas e atrações a fecharem, quedas de energia e até desligamento de usinas nucleares; a OMS aponta mais de 1.300 mortes excedentes.
  • Ela destacou a necessidade de acelerar a transição para energia renovável e manter o Green Deal para evitar impactos globais.
  • Ribera ainda pediu que grandes centros de dados reduzam consumo de água e energia para evitar atritos com comunidades locais.

Teresa Ribera, vice-presidente executiva da Comissão Europeia, disse que a onda de calor que varre a Europa é um aviso dramático para rejeitar as falas negacionistas do clima. Ela criticou a defesa de interesses ligados aos combustíveis fósseis em detrimento de cientistas e da população.

A dirigente destacou que o fenômeno mostra a necessidade de investir em energia limpa e em preparação. Em entrevista ao Guardian, afirmou que a crise climática já era prevista e que a resistência a fatos e à ciência impede respostas eficazes.

Segundo Ribera, o calor recorde tem impactos diretos: escolas e atrações turísticas fechadas, trabalhadores enviados para casa e usinas nucleares desligadas em alguns casos. A Organização Mundial da Saúde assinalou mais de 1.300 óbitos excedentes até o momento, com a confirmação de números finais apenas mais tarde.

Ela ressaltou que a narrativa de “não há apoio ao green deal” é falsa, e que a população valoriza água potável, ar limpo e ecossistemas saudáveis. A rejeição às políticas climáticas, segundo a líder, costuma servir a interesses de curto prazo de setores vinculados aos combustíveis fósseis.

Ribera indicou que, para a Europa manter-se competitiva, é essencial acelerar a transição para uma economia de baixo carbono e baseada em energias renováveis. Ela destacou que depender de fontes fósseis compromete a competitividade e o futuro econômico do continente.

A ex-ministra espanhola, responsável pelo pilar do Green Deal na UE, lembrou que a transição energética já trouxe benefícios, como custos de eletricidade mais baixos em alguns países. Ela afirmou que a transformação econômica deve continuar gerando oportunidades para as pessoas, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.

Além disso, Ribera alertou sobre riscos climáticos adicionais ligados à infraestrutura de dados, pedindo que centros de dados reduzam o consumo de água e energia. Ela sugeriu que mudanças voluntárias antes de regulamentos rígidos ajudam a evitar atritos com comunidades locais. Fonte: The Guardian.

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