- Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato, deve se encontrar com o presidente argentino Javier Milei na Quinta de Olivos nesta segunda-feira, 29, durante agenda na Argentina.
- No domingo, 28, ele discursou na abertura da Latin America Chairmen’s Conference em Buenos Aires, elogiando Milei e destacando vitórias da direita na região.
- Disse que os brasileiros sentem inveja do mapa sul-americano, afirmando que em outubro o Brasil pode mudar e que é a peça que falta nesse mapa.
- Criticou as medidas econômicas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o Brasil voltará a ser irmão da Argentina, citando as taxas de juros de cartões como exemplo.
- Em tom de pré-campanha, atacou o posicionamento brasileiro sobre Gaza, afirmou que Lula é antissemita e comentou medidas sobre embaixadas e relações com Israel e Teerã para 2027.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto pelo PL, deve se encontrar nesta segunda-feira com o presidente da Argentina, Javier Milei, na residência oficial de Olivos, em Buenos Aires. A agenda ocorre durante visitas do senador a país vizinho.
No domingo, Flávio abriu a Latin America Chairmen’s Conference, evento da comunidade judaica global, e elogiou Milei. O discurso destacou vitórias da direita na região, citando Peru e Colômbia, e reforçou o tom de parceria entre Brasil e Argentina.
O senador ressaltou que há um sentimento de inveja entre brasileiros ao observar a direção política sul-americana, segundo ele. Afirmou que o Brasil precisa alinhar-se a essa tendência para avançar em pautas de liberdade e ordem.
Agenda na Argentina e relação com Milei
Ao longo da visita, Flávio criticou a condução econômica do governo federal e criticou o que chamou de desordem em políticas públicas. O pré-candidato defende que, se eleito, o Brasil reforce a cooperação com a Argentina.
Ele também apontou que o Brasil deve retomar vínculos próximos com Israel e revisar questões de segurança externa, posicionando-se de forma mais firme em temas internacionais. A fala ocorreu em meio a provocações sobre políticas de Gaza.
Ponto de divergência na política externa
Em entrevistas, o senador expôs que, caso assuma a presidência, pretende retirar as credenciais do embaixador brasileiro em Teerã e reestabelecer o embaixador de Israel em Brasília. Também mencionou a intenção de transferir a embaixada brasileira de Jerusalém para Jerusalém, caso haja vitória em outubro de 2026.
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