- Flávio Bolsonaro deve se encontrar nesta segunda-feira com o presidente argentino Javier Milei na Quinta de Olivos, em Buenos Aires.
- No domingo, ele discursou na abertura da Latin America Chairmen’s Conference e elogiou Milei.
- Disse que brasileiros sentem inveja das vitórias da direita na América do Sul, citando Peru e Colômbia.
- Criticou as políticas de Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o Brasil voltará a ser “irmão da Argentina” em 2027.
- Afirmou que Lula é antissemita e afirmou que, se eleito, moverá a embaixada brasileira para Jerusalém e redefinirá relações com o Irã/Israel.
Flávio Bolsonaro (PL) cumpre agenda na Argentina e deve se reunir nesta segunda-feira (29) com o presidente argentino, Javier Milei, na residência oficial de Olivos. A visita marca uma série de atividades do senador no país.
No domingo (28), Flávio discursou na abertura da Latin America Chairmen’s Conference, em Buenos Aires, evento da comunidade judaica. Ele enalteceu Milei e destacou vitórias de governos de direita na região, dizendo que os brasileiros sentem inveja de aliados sul-americanos que escolhem liberdade e ordem.
O senador abordou críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para marcar a pré-campanha presidencial de 2026. Entre as observações, Flávio afirmou que as políticas econômicas do governo federal elevam juros e afetam o consumo, ao comparar com as ações de Milei na Argentina.
Agenda e críticas internacionais
Flávio reforçou a ideia de que o Brasil precisa de mudanças, destacando a relação bilateral com a Argentina como forma de retomar o alinhamento regional. Ele sugeriu que o Brasil voltará a ter uma relação mais próxima com a Argentina caso venha a vencer as eleições.
Durante falas públicas, o senador também expressou críticas à atuação externa do governo federal, e citou divergências com a diplomacia brasileira em temas como segurança pública e política externa. Segundo ele, medidas adotadas pelo governo de Lula estariam distanciando o Brasil de aliados da região.
Em relação a questões internacionais, Flávio mencionou propostas controversas sobre a política externa brasileira, como a ideia de deslocar a embaixada brasileira para Jerusalém e de reduzir vínculos com países da região que mantenham relações com o Irã. Ele indicou que, caso eleito, pretende reconfigurar o chanceler e o baixo- nível diplomático do Brasil.
A agenda de amanhã prevê a reunião com Milei na Quinta de Olivos, em Buenos Aires, em meio a discussões sobre cooperação regional, comércio e segurança. A visita ocorre no contexto de uma série de encontros do parlamentar com lideranças de país vizinho.
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