- O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça determinou que a Polícia Federal concluísse a avaliação dos itens apreendidos na operação Sem Desconto em até sessenta dias.
- A PF informou que a análise envolve celulares, HDs e pen drives de presos e de alvos investigados, com cerca de dois mil itens no total e cerca de quarenta por cento já finalizados.
- A corporação disse que, para os itens dos presos, a conclusão poderia ocorrer em trinta dias, mas a avaliação de itens dos demais investigados pode levar até seis meses.
- A PF justificou a demora pela falta de agentes atuando na operação — onze hoje, quando seriam necessários mais de quarenta — e pela mudança na organização da apuração, que foi transferida para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores.
- O caso envolve o filho do presidente Lula, conhecido como Lulinha, e investiga fraudes no INSS; há também pendências sobre delações de empresários e buscas por outros membros ligados ao esquema.
A Polícia Federal informou ao ministro do STF André Mendonça a necessidade de ampliar o prazo para avaliar o material apreendido na operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS. A decisão envolve itens como celulares, HDs e pen drives de presos e investigados.
Segundo a PF, a avaliação abrange quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A autorização já havia sido concedida pelo ministro em fevereiro.
Mendonça determinou, inicialmente, que a PF concluísse a análise em até 60 dias. A cobrança decorreu da insatisfação com a lentidão das apurações, segundo o próprio STF.
De acordo com a corporação, no último dia 9 foi possível examinar os itens dos presos em 30 dias, mas seria necessário até seis meses para os demais investigados. Falta de agentes seria apontada como entrave.
A PF informou que a equipe atual soma 11 policiais, enquanto a operação exigiria mais de 40 profissionais. O material total apreendido gira em torno de 1.700 itens e está em estágio inicial, com cerca de 40% já analisado.
O delegado responsável pelo comando da operação deixou o caso para retornar à região de origem. A mudança é parte de readequações internas da PF para concentrar a apuração em uma coordenação ligada a tribunais superiores.
Antes, a PF havia retirado o caso da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e deslocado para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores, visando maior eficiência em investigações com foro privilegiado.
A delação de empresários ligada ao esquema ainda não foi concluída. Uma proposta de acordo já chegou ao STF, mas a PGR solicitou reinício das negociações, com participação mais ativa do órgão.
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