- O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, o vereador Tico Kuzma (PROS), é alvo de uma operação do Gaeco na manhã de 29, investigado por rachadinha e venda de cargos.
- A operação Prática Corrente cumpriu 13 mandados de busca e apreensão, com a apreensão de equipamentos eletrônicos e documentos para perícia e dinheiro em espécie não contabilizado.
- A Câmara Municipal de Curitiba informou que não foi formalmente comunicada sobre os fatos, mas autorizou o acesso às dependências e se dispõe a colaborar com as investigações.
- Trata-se da segunda operação envolvendo vereadores na cidade em 2026; a anterior, em maio, visou o vereador Lórens Nogueira (PP) por rachadinha, com apreensão de R$ 118 mil e um vídeo de recebimento de dinheiro por uma servidora.
- Um processo de cassação contra Kuzma tramita na Câmara; produção de provas e oitiva de testemunhas começam nesta quarta-feira, com depoimento previsto para 6 de julho.
O presidente da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), o vereador Tico Kuzma (PROS), está no centro de uma operação do Gaeco nesta segunda-feira, 29. A investigação apura suposta prática de rachadinha em seu gabinete e venda de cargos públicos.
A ação, chamada Operação Prática Corrente, cumpriu 13 mandados autorizados pela Vara de Garantias da Comarca. Os mandados atingiram a residência do parlamentar e outros endereços a ele relacionados. As diligências visam recolher provas.
Agentes recolheram equipamentos eletrônicos e documentos para perícia, além de localizar valores em espécie não contabilizados. A operação também contou com o apoio de empresas de ciência forense para análise dos itens recolhidos.
Investigação e continuidade
A Câmara Municipal informou que não recebeu notificação formal sobre os fatos que motivaram a medida, mas autorizou o acesso às dependências legislativas mediante solicitação da autoridade competente. Os trabalhos devem colaborar com as investigações.
O MP-PR reforça que a apuração busca esclarecer a participação de Kuzma no provável esquema de rachadinha, bem como a eventual comercialização de cargos. O inquérito permanece em curso para confirmar vinculações e responsabilidades.
Contexto na Câmara e desdobramentos
Esta é a segunda operação envolvendo vereadores de Curitiba em 2026. Em maio, a polícia cumpriu mandados relacionados ao vereador Lórens Nogueira (PP), suspeito de reter parte dos salários de assessores para benefício próprio desde o início do mandato, em 2025.
Na sequência, foram apreendidos R$ 118 mil em dinheiro em endereços ligados ao parlamentar. A investigação também envolve um vídeo que, segundo as informações, registra o recebimento de dinheiro de uma servidora. A Câmara abriu processo de cassação, cuja produção de provas e oitiva de testemunhas começa nesta quarta-feira, 1º de julho. O depoimento de Nogueira está programado para ocorrer em 6 de julho.
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