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Agentes chavistas roubam dinheiro entre escombros, revoltam moradores

Quatro agentes do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminais são presos por se apropriarem de dinheiro entre escombros em La Guaira e serão julgados

Funcionários do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (Cicpc) atuando em La Guaira, região mais afetada pelos terremotos na Venezuela. (Foto: Ronald Peña R/EFE)
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  • Moradores acusam agentes do CICPC de chavista de roubarem dinheiro encontrado entre escombros de prédios atingidos pelos terremotos no norte da Venezuela; quatro agentes foram presos e expulsos do serviço.
  • O diretor do CICPC, Douglas Rico, afirmou que os agentes se desviaram de seus deveres e se apropriaram de valores encontrados nos escombros.
  • Vídeos nas redes mostram moradores confrontando um agente do CICPC, rasgando dólares e proferindo vaias.
  • O ministro do Interior, Diosdado Cabello, disse que os atos são indecentes e prometeu punição rígida a funcionários que usarem o uniforme para abusar durante a tragédia.
  • Os terremotos na semana passada deixaram ao menos 2.295 mortos e 11.267 feridos; até 6,76 milhões devem ter sido afetados; mais de 780 réplicas foram registradas, com perdas estimadas em US$ 6,7 bilhões.

Moradores da Venezuela acusam agentes do CICPC, órgão de investigação da polícia governista, de saquearem dinheiro encontrado entre escombros de prédios destruídos pelos terremotos. O episódio ocorreu no estado de La Guaira, norte do país, após abalos que atingiram a região na semana passada.

Quatro agentes teriam sido presos na terça-feira (30) por suposta apropriação de bens econômicos em áreas atingidas, segundo o jornal El Debate. Eles foram expulsos do CICPC e deverão ser apresentados à Justiça, conforme comunicado oficial citado pela publicação.

Segundo Douglas Rico, diretor do CICPC, os envolvidos “se desviaram de seus deveres” ao se aproveitarem das operações de resgate para ficar com valores encontrados entre os escombros. Vídeos amplamente compartilhados mostram moradores confrontando um dos agentes.

Nas redes, moradores rasgam dólares que estariam com o funcionário, enquanto manifestam indignação com o fato. A cena reforça a percepção de abusos durante o trabalho de assistência humanitária, segundo apuração local.

A reação política não tardou. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, afirmou que atos indecentes serão julgados e prometeu punição rigorosa a funcionários que abusem do uniforme para cometer crimes durante a tragédia.

A oposição venezuelana critica ações de integrantes do regime, alegando aproveitamento da tragédia para ganhos pessoais. O episódio ocorre em meio a um contexto de forte abalo sísmico no país.

Terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 deixaram ao menos 2.295 mortos e 11.267 feridos, de acordo com o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez. A Organização Internacional para as Migrações estima que até 6,76 milhões foram afetados.

Ao longo da semana, autoridades contabilizam mais de 780 réplicas e registros de novos abalos, segundo a Funvisis. Um sismo de magnitude 3,6 ocorreu a cerca de 50 km da costa do estado de Miranda, conforme monitoramento recente.

A ajuda humanitária já chegou a 707.063 toneladas, segundo a líder chavista Delcy Rodríguez. Países como El Salvador, México, Espanha, Colômbia, Itália e Estados Unidos contribuíram para o atendimento às vítimas.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, em avaliação preliminar, estima perdas em moradias, veículos e comércios na casa de US$ 6,7 bilhões, com base em análise por satélite. O dado aponta impacto significativo sobre infraestrutura.

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