- Bia Kicis, presidenta do PL no Distrito Federal, afirma que Michelle Bolsonaro ainda é a aposta do partido para o Senado e que não há outro nome cogitado.
- Michelle Bolsonaro é apontada como pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal; uma fonte informou ao Valor Econômico que Izalci Lucas pode tentar a reeleição, mesmo aspirando ao governo distrital.
- A posição de Izalci Lucas contrasta com a vontade da direção do PL, que pretende apoiar a governadora Celina Leão (PP).
- A pré-candidatura de Michelle ganhou destaque após um vídeo em que a ex-primeira-dama critica Flávio Bolsonaro, o que abriu dúvida sobre o apoio interno ao ex-ministro Ciro Gomes.
- Michelle chegou a deixar a presidência do PL Mulher, e houve conversas sobre desfiliação, mas foi convencida a permanecer pelo apoio de Celina Leão e da senadora Damares Alves.
A presidente do PL no Distrito Federal, a deputada federal Bia Kicis, mantém a aposta na candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado. Em entrevista à Folha de S. Paulo divulgada na noite de quarta-feira, 1º, ela afirmou que não há espaço para cogitar outro nome.
Kicis figura entre os pré-candidatos ao Senado pelo DF. Segundo uma fonte citada pelo Valor Econômico, o senador Izalci Lucas pode tentar a reeleição, mas também se vê como pré-candidato ao governo distrital, contrariando a linha da executiva que pretende apoiar a atual governadora Celina Leão, do PP.
Incógnita na pré-candidatura e tensões no PL
A candidatura de Michelle Bolsonaro já estava consolidada, mas divergências sobre o apoio do PL do Ceará ao ex-ministro Ciro Gomes para o governo estadual criaram ruídos. A ex-primeira-dama divulgou um vídeo sinalizando a ruptura com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência.
Após a repercussão, Michelle deixou a presidência do PL Mulher. Informações do Metrópoles, G1 e SBT News apontam que ela avaliou a desfiliação do PL, ideia que foi rejeitada com apoio de Damares Alves e de Celina Leão, segundo as mesmas fontes.
Ciro Gomes já foi ministro durante o governo Lula e, apesar de o PL apoiá-lo, mantém críticas a Lula e a Bolsonaro. Entre ataques, ele acusou o ex-presidente de supostamente desviar recursos da gasolina quando deputado, conforme relatos do cenário político.
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