- Sete manifestantes que bloquearam o tráfego na Ponte Golden Gate, durante uma manifestação anti-guerra em abril de dois mil e vinte e quatro, foram condenados por seis crimes de menor importância.
- O júri não chegou a um veredito sobre a acusação de conspiração de felonia, e também não houve consenso sobre a acusação de invasão de propriedade.
- Uma acusada, Sara Cantor, recebeu uma condenação adicional por se recusar a se dispersar.
- As sentenças estão marcadas para 21 de agosto; seis réus podem cumprir até cinco anos de prisão em regime carcerário, enquanto Cantor pode pegar até cinco anos e meio.
- Durante o julgamento, houve relatos de versões contraditórias sobre o protesto, que, segundo a promotoria, bloqueou o tráfego por mais de quatro horas e criou riscos de segurança.
Dois terços dos manifestantes que bloquearam a Ponte Golden Gate em abril de 2024 foram condenados por contravenções. O veredito encerra parte do caso envolvendo protesto anti-guerra, que mobilizou apoio a uma posição pró-Palestina na era Trump.
Durante o julgamento, os defensores apresentaram que a ação visava impedir ataques a civis e pressionar pela suspensão de ações militares. A promotoria sustentou que houve bloqueio de tráfego por mais de quatro horas e risco à segurança pública.
Os sete réus foram considerados culpados de seis contravenções, entre elas aprisionamento ilegal e obstrução de via. Uma defendida, Sara Cantor, teve uma acusação adicional por recusa de dispersão. A decisão ocorreu em tribunal superior de San Francisco.
A sentença está marcada para 21 de agosto. Seis réus podem pegar até cinco anos de prisão em cadeia local; Cantor, até cinco anos e meio. A promotoria pediu medidas por risco à saúde pública e bem-estar dos bloqueados.
Julgamento e desdobramentos
O júri ficou dividido quanto à acusação mais grave, conluio felony, que poderia ter resultado em até 15 anos de prisão. A Câmara de San Francisco já havia incidido sobre a gravidade das ações e o impacto local.
Entre as provas, houve retratos divergentes sobre o uso da ponte pelos manifestantes, com a defesa argumentando que a ação visava cessar gastos com guerras e ataques a civis, enquanto a acusação descreveu o bloqueio como parte de um conluio. A decisão também não resultou em acordo quanto à acusação de invasão de propriedade.
Ao longo do caso, o tema acentuou o debate sobre resposta de governos e grandes instituições a protestos pró-Palestina nos EUA. A promotoria destacou que o bloqueio expôs motoristas a riscos e violou leis locais.
Restituição e posições das partes
A Porto-Transporte da Ponte Golden Gate solicitou restituição de receitas de pedágio perdidas durante o fechamento, medida que foi resolvida antes do julgamento com pagamentos individuais. Críticos da acusação viram a ação como exemplo de tratamento diferenciado a defendidos pro-palestinos.
Defensores legais ressaltam que os réus atuaram em desobediência civil para impedir ações militares, ressaltando que outras formas de pressão não obtiveram resultados. O caso permanece em andamento até a definição das penas em agosto.
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