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Fachin adia julgamento sobre sucessão no RJ para fim de agosto

Julgamento da sucessão no Rio de Janeiro é retomado em agosto, com decisão sobre eleições diretas ou indiretas e prazo de desincompatibilização

Após suspensão de 21 dias por Dino, Fachin agenda julgamento sobre novo governo do RJ. (Foto: Luiz Silveira/STF)
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  • STF marcó para 26 de agosto a continuidade do julgamento sobre a sucessão no Rio de Janeiro, após Flávio Dino devolver o processo.
  • Há duas ações em tramitação para definir se as eleições serão diretas ou indiretas e se o prazo de desincompatibilização pode cair para 24 horas ou seguir três meses.
  • Relatorias: uma ação está com Luiz Fux e a outra com Cristiano Zanin.
  • Moraes e Zanin já defenderam eleições diretas; Mendes e Dino também defendem esse formato, enquanto Fux, Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia defendem que a Alerj escolha o governador até o fim do ano.
  • Sobre publicidade, há maioria pela extensão do voto secreto da eleição indireta; Moraes, Mendes, Dino e Zanin votaram contra essa extensão.

O presidente do STF, Edson Fachin, marcou para 26 de agosto a continuidade do julgamento sobre a sucessão no Rio de Janeiro. A conclusão ocorreu após o retorno do processo pelo ministro Flávio Dino, que havia pedido vista.

No centro das ações está a forma de escolha do governante até o fim do ano: eleições diretas ou indiretas, e o prazo de desincompatibilização, se pode seguir mínimo de três meses ou 24 horas. Relatorias são de Luiz Fux e Cristiano Zanin.

Moraes e Zanin defendem eleições diretas, posição que também é defendida por Gilmar Mendes e Flávio Dino. Os outros ministros, incluindo Fux, Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia, defendem que a Alerj decida.

Sobre a publicidade, já há maioria a favor de estender o voto secreto das eleições comuns para a eleição indireta. Moraes, Mendes, Dino e Zanin votaram contra essa extensão.

Atualmente, o governador do Rio de Janeiro é o desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ. Ele assumiu após a renúncia de Cláudio Castro, atingido por decisão do TSE. O vice, Thiago Pampolha, já ocupou vaga no TCE-RJ.

Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, foi preso e afastado do cargo por relação com o Comando Vermelho. O caso envolve a instabilidade institucional que molda o atual cenário de governança no estado.

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