- O Ministério Público Federal abriu inquérito civil para apurar irregularidades envolvendo a equipe de reportagem da Globo que teria entrado em área de segurança máxima no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.
- A passagem ocorreu no dia 8 de abril, com a equipe supostamente burlando procedimentos de inspeção para gravar a rotina de fiscalização da alfândega.
- A Polícia Federal afirmou que foi deixada no escuro e que não houve comunicação prévia sobre a presença dos jornalistas na área alfandegária.
- A Receita Federal então assegurou que as gravações tinham autorização interna e jurídica, respaldadas por normas constitucionais, segundo esclarecimentos enviados ao MPF.
- A Globo afirmou que a equipe cumpriu todos os protocolos e ainda não foi notificada formalmente pelo MPF; outros desdobramentos no Galeão já envolvem disputas entre PF e Receita.
O Ministério Público Federal abriu um inquérito civil para apurar irregularidades envolvendo uma equipe de reportagem da Globo. A investigação mira o acesso de profissionais da emissora a uma área de segurança máxima do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, em 8 de abril. A finalidade seria gravar a rotina de fiscalização da alfândega conduzida por auditores da Receita Federal.
Segundo documentos oficiais obtidos pela coluna, a equipe da Globo teria burlado protocolos de segurança ao entrar no recinto sem cumprir os procedimentos de inspeção de segurança obrigatórios. A intenção era levar ao ar imagens exclusivas do funcionamento da fiscalização de bagagens.
A Polícia Federal afirmou ao processo que houve falha de comunicação e que a equipe foi deixada no escuro, sem aviso prévio sobre a presença dos jornalistas na área alfandegária. A PF também questiona se houve violação de normas de segurança aeroportuária.
A Defesa da Globo sustenta que as filmagens ocorreram dentro dos parâmetros legais. O superintendente da Receita no Rio, Claudiney Cubeiro dos Santos, informou ao MPF que as gravações foram autorizadas interna e juridicamente, sob normas constitucionais vigentes.
A assessoria da Globo disse à reportagem que a emissora ainda não foi formalmente notificada pelo MPF e reiterou que a equipe cumpriu os protocolos necessários para a reportagem. A empresa também garantiu a idoneidade do trabalho realizado.
A tensão entre autoridades já se manifestou em episódios anteriores no Galeão. Em janeiro, a Polícia Federal impediu a filmagem da rotina de inspeção de passageiros pela equipe do reality Aeroporto: Área Restrita, gerando conflito com auditores da Receita.
Além do caso da Globo, o MPF ampliou a investigação para apurar supostos abusos no Galeão, incluindo policiais civis, servidores da Receita e funcionários da Anvisa por circularem em terminais restritos sem credenciamento adequado.
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