- O governo brasileiro respondeu à investigação comercial dos EUA e pediu a suspensão da tariffa de 25% sobre produtos brasileiros.
- A resposta foi encaminhada pelo Itamaraty ao escritório do representante comercial dos Estados Unidos.
- O governo americano aponta práticas desleais do Brasil, entre elas o uso do pix, enquanto o Brasil afirma que o pix é infraestrutura pública de acesso aberto.
- O governo destaca que tarifas podem ter efeito contrário ao pretendido e já houve impacto de preços em café, carne e outros alimentos nos Estados Unidos.
- Nesta quinta-feira, o ministro Márcio Elias apresentou ao representante dos EUA um plano para reforçar o controle brasileiro sobre desmatamento e combate ao crime organizado e disse estar aberto a negociar.
A repercussão de uma investigação comercial ampliou as divergências entre Brasil e Estados Unidos. O governo brasileiro pediu a suspensão da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, prevista na análise norte-americana. A resposta foi enviada pelo Itamaraty ao escritório do representante comercial dos EUA.
Segundo o Itamaraty, o Brasil contesta as alegações de práticas desleais, incluindo o uso do pix como exemplo. O governo ressalta que o pix é uma infraestrutura pública de acesso aberto, não pertencente a empresas privadas. Além disso, afirma que não pode impor medidas comerciais apenas por divergência política entre países souveranos.
O governo brasileiro sustenta que novas tarifas podem ter efeito contrário ao pretendido pelos EUA, elevando o custo de produtos como café, carne e outros alimentos. No dia 2, o ministro Márcio Elias esteve com o representante americano para apresentar um plano de reforço do controle brasileiro sobre questões como desmatamento e combate ao crime organizado, mantendo a disposição de negociar.
Caminhos e negociações
O ministro enfatizou ao representante dos EUA que o Brasil busca diálogo e cooperação para esclarecer pontos levantados. A pasta destacou que o país está disposto a discutir ajustes regulatórios e medidas de transparência para facilitar a convivência comercial entre as duas nações.
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