- Gilberto Kassab foi oficializado como vice na chapa de Ronaldo Caiado pelo PSD, visando ampliar o poder de barganha do partido em um possível segundo turno.
- A estratégia é tornar a candidatura de Caiado um movimento institucional do PSD, com maior participação da cúpula da sigla na campanha.
- O PSD espera que o apoio vire espaço em ministérios e no Congresso, além de investir no fundo eleitoral para ampliar a bancada, com expectativa de pelo menos R$ 30 milhões.
- Kassab deve aproximar Caiado de prefeitos e governadores do PSD, oferecendo alternativa ao bipartidarismo Lula-Flávio e buscando evitar a migração de votos para Lula ou Flávio.
- Caiado busca subir de 3% para pelo menos 5% no primeiro turno, com debates como momento de mostrar-se como terceira via de direita; apoio a Flávio não é objetivo do PSD no momento.
Kassab é oficializado como vice na chapa de Caiado, com o objetivo de ampliar o poder de barganha do PSD no provável segundo turno. A decisão transforma a candidatura de Ronaldo Caiado em movimento partidário, não apenas projeto pessoal do ex-governador de Goiás. A oficialização ocorreu em Brasília nesta quarta-feira.
Aliados do PSD afirmam que a dupla busca valorizar o passe do partido e evitar uma prática de alinhamento automático com Flávio Bolsonaro, hoje favorito ao segundo turno contra Lula. Kassab passa a ocupar posição institucional na campanha, sinalizando maior participação da cúpula da sigla.
O presidente nacional do PSD, Kassab, foi apresentado na chapa como vice-presidentes, com expectativa de que o partido exija espaço em ministérios e em cargos-chave no Congresso, caso Flávio ou outro candidato de centro-direita vençam.
Construção da chapa e desdobramentos
A atuação de Kassab deve favorecer Caiado na aproximação com prefeitos e governadores do PSD, que é hoje o partido com maior atuação municipal. O objetivo é ampliar a bancada de deputados para cerca de 65 cadeiras e ampliar a presença do PSD no governo federal, caso haja vitória no pleito.
Antes da inclusão de Kassab, havia a possibilidade de Caiado encerrar o primeiro turno sem lançar apoio explícito a Flávio Bolsonaro, o que gerava desconforto entre algumas lideranças. A nova configuração tende a exigir que Caiado discuta posição com Kassab.
A expectativa é de que o PSD utilize o fundo eleitoral para enriquecer a candidatura presidencial, com aporte estimado em pelo menos 30 milhões de reais. Parte dos recursos deverá fortalecer a campanha de Caiado e consolidar a bancada na Câmara.
O PSD também visa manter um caminho de resistência à polarização, oferecendo aos candidatos apoiados pela sigla espaço para atuação sem alinhamento automático com Lula ou Flávio. Em estados de tendência conservadora, a aproximação com Caiado é vista como estratégia de preservação de votos.
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