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Lista de políticos apreendida com bicheiro motiva operação da PF no Rio

Anotações com nomes e codinomes de políticos apontam propinas e caixa dois, originando a quinta fase da operação Unha e Carne no Rio de Janeiro

Adilsinho em cartaz do Dique Denúncia. (Disque Denúncia/Divulgação)
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  • A quinta fase da Operação Unha e Carne teve início em dois de dezembro de dois mil e vinte e cinco, após a apreensão de uma lista com nomes e codinomes de políticos e valores que seriam propinas ou doações eleitorais irregulares, em endereço ligado ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho.
  • O bicheiro está preso desde fevereiro; a PF recebeu autorização do ministro Alexandre de Moraes para cumprir novo mandado de prisão na operação.
  • O ex-governador Cláudio Castro consta na lista, mas não é alvo desta fase; ele negou ter recebido repasses do bicheiro.
  • Entre os alvos da ação, há o pastor Mácio Poncio e buscas foram feitas na casa do ex-deputado Marco Antônio Cabral; a defesa dele nega participação em organização criminosa.
  • Também houve a detenção do ex-deputado Rodrigo Bacellar, que já havia sido preso anteriormente; os advogados dele negam envolvimento com crimes ou com organizações criminosas.

A quinta fase da Operação Unha e Carne foi deflagrada nesta quinta-feira, 2, a partir da apreensão de uma lista com nomes e codinomes de políticos, em endereço ligado ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. Os valores associados aos nomes seriam propinas e doações eleitorais irregulares.

A Polícia Federal aponta que a ação teve como origem anotações encontradas na investigação sobre a máfia do cigarro. Adilsinho está preso desde fevereiro, e o novo mandado de prisão foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que autorizou a operação.

Desdobramentos e nomes ligados à ação

O ex-governador Cláudio Castro, registrado na lista, não é alvo desta fase. Em nota, Castro negou ter recebido repasse do bicheiro, destacando que menções não comprovam irregularidades. A PF também prendeu o pastor Mácio Poncio nesta quinta.

Na mesma operação, houve buscas na casa do ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral. A defesa afirma que Marco Antônio nega ligações com organização criminosa e está à disposição para esclarecer os fatos.

Outros alvos e andamento processual

O ex-deputado Rodrigo Bacellar, já preso anteriormente, foi levado à superintendência da PF no Rio e aguarda transferência para o sistema penitenciário federal. Advogados do ex-parlamentar contestam as acusações de agir para beneficiar organizações criminosas.

A PF já havia prendido Bacellar em dezembro e verificou fases subsequentes da operação, incluindo a prisão de desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto em dezembro, e novas detenções em 2025. A mais recente etapa também envolve o deputado estadual Thiago Rangel, preso em maio, relacionado a fraudes em contratos educacionais.

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