- O Ministério Público Federal instaurou um inquérito para apurar irregularidades supostas da equipe da Globo durante uma reportagem no Aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro.
- A investigação apura possível acesso a áreas restritas sem seguir os protocolos de segurança, incluindo a não revista de equipamentos e mochilas.
- O MPF também afirma que não houve comunicação prévia aos superiores nem à Polícia Federal sobre as filmagens.
- A Globo afirmou à Folha de S.Paulo que ainda não foi notificada e que a equipe “cumpriu todos os protocolos dos órgãos competentes para realização da reportagem”.
- O texto cita buscas por posicionamento oficial do jornal Poder360, sem resposta até a publicação, e menciona um embate anterior entre PF e Receita no Galeão sobre gravações em áreas restritas.
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito para apurar supostas irregularidades cometidas por uma equipe da Globo durante uma reportagem no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. A suspeita envolve acesso a áreas restritas sem cumprir os protocolos de segurança. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo na quinta-feira, 2 de julho de 2026.
Segundo o MPF, a equipe da emissora teria passado por áreas restritas sem passar pela revista de equipamentos e mochilas. O órgão também aponta a ausência de comunicação prévia aos superiores responsáveis e à Polícia Federal, que afirma não ter sido informada pela Receita sobre as filmagens.
Em nota enviada à Folha, a Globo disse ainda não ter sido notificada e afirmou que a equipe cumpriu todos os protocolos dos órgãos competentes para a realização da reportagem.
O portal Poder360 entrou em contato com a emissora e com o MPF em busca de posicionamento oficial. Não houve resposta até a publicação desta reportagem, e o texto será atualizado conforme novas informações forem enviadas ao jornal digital.
Contexto: embate anterior no Galeão
O caso ocorre meses após conflito entre PF e Receita no Galeão sobre gravações em áreas de segurança. Em janeiro, a PF proibiu filmagens na série Aeroporto: Área Restrita, alegando riscos à operação e à privacidade dos passageiros.
A PF sustenta atribuição constitucional e do Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil para a segurança aeroportuária, inclusive em áreas alfandegadas. A Receita Federal sustenta que a autorização de acesso às áreas de fiscalização é prerrogativa do órgão.
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