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PF encontra listas de políticos na cabeceira de Adilsinho e investiga mesada

PF aponta pagamentos indevidos a políticos no Rio, com listas apreendidas na cabeceira de Adilsinho, durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne

O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, na sede da PF — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • PF encontrou listas com nomes de políticos na cabeceira da cama do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, durante a operação que já mira a quinta fase da Unha e Carne.
  • As listas, apreendidas em 2022, contêm cerca de 25 nomes e apontam possíveis repasses e doações eleitorais associadas à lavagem de capital.
  • O material foi encontrado dentro de uma mala de couro em um dos endereços de Adilsinho; a PF investiga se há mesadas ligadas à contravenção.
  • A PF também informou que, entre os investigados, aparecem agentes políticos do estado do Rio de Janeiro; ainda não foi identificado todo o conteúdo dos registros.
  • Além de Adilsinho, o ministro Alexandre de Moraes autorizou prisões de Rodrigo Bacellar e do pastor Márcio Poncio; Moraes determinou sequestro de bens até R$ 22 milhões.

A Polícia Federal deflagrou a 5ª fase da Operação Unha e Carne nesta quinta-feira, 2 de julho, no Rio de Janeiro. A investigação mira o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, preso desde fevereiro. Entre os itens apreendidos estão listas com nomes de políticos, encontrados dentro de uma mala de couro na cabeceira da cama do criminoso.

As apurações, que tiveram início em 2021, apontam registros sobre pagamentos indevidos, doações eleitorais e lavagem de dinheiro vinculada à Máfia do Cigarro. A PF informou que as listas indicam possíveis repasses a agentes públicos do estado, ainda sem identificação formal de envolvidos.

Na ação de hoje, também houve mandados contra o ex-deputado Rodrigo Bacellar, atualmente encarcerado, e contra o pastor Márcio Poncio. Poncio foi localizado na Barra da Tijuca e, segundo a PF, é investigado por ligações com o grupo criminoso. Bacellar foi conduzido à Superintendência da PF e pode ser transferido para um presídio federal.

A PF pediu o sequestro de bens e valores até 22 milhões de reais, como parte das medidas da operação. A investigação está vinculada à decisão do STF na ADPF 635/RJ, que determina a atuação de forças de segurança sobre grupos violentos no estado e suas conexões com agentes públicos.

A defesa de Adilsinho negou as acusações de pagamentos a políticos. Já a defesa de Poncio informou que o investigado está sob custódia e que ainda não teve acesso aos autos, o que dificulta a compreensão dos fatos que motivaram a prisão preventiva.

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