- A Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Unha e Carne, com mandados de prisão e de busca no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense, envolvendo o pastor Márcio Poncio e o filho do ex-governador Sérgio Cabral por ligação com o jogo do bicho.
- Anotações apreendidas na casa de um bicheiro indicam um esquema de lavagem de dinheiro que envolve autoridades e a cúpula do jogo do bicho.
- O grupo seria chefiado por Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, preso desde fevereiro de 2026, acusado de comandar uma fábrica clandestina de cigarros; ele nega as acusações.
- Entre os investigados está Marco Antônio Cabral, ex-assessor da presidência da Assembleia Legislativa do Rio e filho do ex-governador Cabral; Rodrigo Bacellar teve prisão decretada e será transferido a um presídio federal.
- O relator do inquérito, ministro Alexandre de Moraes, determinou o sequestro de 22 milhões de reais em bens dos investigados; Bacellar afirmou não ter vínculo com os fatos apurados.
A Polícia Federal deflagrou a 5ª fase da Operação Unha e Carne nesta quinta-feira (2), alvo: o esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho. Anotações apreendidas na casa de um bicheiro levaram investigadores a relacionar autoridades e a cúpula do jogo do bicho ao esquema.
Entre os investigados, está o pastor Márcio Poncio, pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade). A PF apontou ligação com o grupo de lavagem, em apuração que envolve recebimento de valores associados a atividades marginais. A defesa afirmou que só se manifestará após acesso aos autos.
O grupo seria chefiado por Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, preso desde fevereiro de 2026. Ele é apontado como responsável por uma máfia de cigarros falsificados em fábricas clandestinas, segundo a PF. Adilsinho nega as acusações.
A operação também cumpriu 14 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense. Entre os alvos está Marco Antônio Cabral, ex-assessor da presidência da Alerj e filho do ex-governador Sérgio Cabral, pré-candidato a deputado estadual pelo Solidariedade. Ele negou participação em atividades ilícitas.
O material apreendido inclui referências a cerca de 20 autoridades, com valores financeiros ao lado de cada nome, segundo a PF. As autoridades investigam se os montantes representam propina ou doações para campanhas eleitorais daquele ano.
O ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), teve nova prisão decretada. Ele permanece preso desde março de 2026, por suspeita de vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho, e teve o mandato cassado pelo TSE. Bacellar foi levado a depor na superintendência da PF.
Ao fim dos procedimentos, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o sequestro de 22 milhões de reais em bens dos investigados. Bacellar aguarda transferência para um presídio federal de segurança máxima, conforme decisão judicial.
Durante a operação, no deslocamento à PF, Bacellar carregou uma Bíblia, segundo registro policial. Advogados afirmaram que ele não tem vínculo com os fatos apurados e que atuou dentro da legalidade como agente público.
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