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Urbia encerra gestão dos parques Cantareira e Horto; SP prevê relicitação

Governo de São Paulo envia estudos para relicitação dos parques Cantareira e Horto Florestal; Urbia mantém gestão até definição de nova concessão

Parque Estadual da Cantareira, na zona norte de São Paulo
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  • Urbia deixará a gestão dos parques Cantareira e Horto Florestal após romper o contrato de concessão de 30 anos, mantendo a administração até definição de uma nova solução.
  • Foi publicada no Diário Oficial uma resolução que prevê estudos para uma eventual relicitação no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo, sem definição sobre o modelo futuro.
  • A Secretaria de Parcerias em Investimentos informou que a avaliação pode considerar relicitação ou repactuação contratual; a Urbia disse que manterá a operação e serviços aos visitantes até a solução do impasse.
  • A concessão, assinada em 2022 pelo então governador João Doria, tinha outorga de cerca de R$ 850 mil e autorizava a Urbia a explorar ingressos, alimentação, comércio, transporte e ecoturismo.
  • Investimentos acordados totalizavam R$ 56 milhões, com mínimo de R$ 45,5 milhões (sendo R$ 31 milhões até 2028) e receita estimada de R$ 882,1 milhões a partir do sétimo ano; a Urbia também administra o Parque Ibirapuera e outros parques da cidade.

A Urbia deixará a gestão dos parques Cantareira e Horto Florestal, ambos na região metropolitana de São Paulo, após divulgar a decisão de romper o contrato de concessão de 30 anos com o governo do Estado. A medida, anunciada na última semana, envolve a avaliação de uma relicitação no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI-SP).

Desde 2022, a empresa administra os parques Cantareira, localizado na zona norte, e Alberto Löfgren (Horto Florestal). Segundo a Secretaria de Parcerias em Investimentos, a decisão ocorre porque a concessionária não obteve lucro com os serviços prestados, mesmo tendo realizado os investimentos previstos.

A Urbia continuará à frente da gestão até que o governo encontre uma solução definitiva. Em Diário Oficial, foi publicada uma resolução que prevê estudos para uma eventual relicitação ou repactuação contratual, sem definição sobre o modelo a ser adotado.

A concessionária confirmou, por meio de nota, que manterá a operação e a prestação de serviços aos visitantes durante o impasse. Também informou que avalia alternativas como relicitação ou repactuação, sem concluir qual será a solução final.

A outorga da concessão foi assinada em 2022, no governo de João Doria, com valor de cerca de 850 mil. O contrato previa limpeza, manejo, vigilância, modernização, ampliação de serviços e conservação, por 30 anos, além da cobrança de ingressos e exploração de atividades de ecoturismo.

Entre as obrigações da Urbia estavam a criação de uma ligação entre os parques, serviço de transporte, oferta de alimentação nos dois espaços e Wi-Fi gratuito no Horto Florestal e no Núcleo Engordador. O investimento total previsto superava 56 milhões de reais, com retorno estimado a partir do sétimo ano.

A empresa também administra o Parque Ibirapuera, na zona oeste, além de unidades como Eucaliptos, Jacintho Alberto, Jardim Felicidade, Lajeado e Tenente Brigadeiro Faria Lima. O governo ainda não informou cronograma para a relicitação ou nova concessão.

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